Ansiosos para causar uma impressão positiva, os jovens jogadores de futebol corriam e driblavam em torno dos cones roxos espalhados no gramado irregular. A velocidade, o controle e o trabalho deles com os pés estavam sendo cuidadosamente avaliados —mas não por um olheiro experiente.

Nem mesmo por um ser humano.

Na verdade, os atletas brasileiros estavam sendo analisados por um aplicativo móvel com inteligência artificial, parte de um conjunto de novas ferramentas que prometem revolucionar a forma como os talentos são descobertos no país apaixonado pelo esporte.

"Estamos falando de milhões de meninos e meninas desconhecidos. Essa é uma grande oportunidade para que eles se destaquem", disse Roger Wittmann, agente esportivo alemão que criou o Cuju, aplicativo de prospecção de talentos que tem ganhado espaço no Brasil.

Com muita rapidez, plataformas como o Cuju atraíram centenas de milhares de usuários em uma nação onde jogar futebol profissional é um sonho compartilhado por muita gente. As ferramentas também chamaram a atenção de grandes clubes, alguns dos quais já estão usando aplicativos para recrutar jogadores.