0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos — Foto: Dado Galdieri / Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 09:17 Política Externa do Brasil Ganha Aprovação de 88% dos Especialistas Uma pesquisa divulgada em Berlim revela que a política externa do Brasil é agora vista positivamente por 88% dos especialistas, uma melhora significativa em relação a 2023. O estudo, parte do relatório Potências Médias Emergentes, também aponta que 88% dos brasileiros veem negativamente a influência dos EUA, apesar de considerá-los um parceiro estratégico. O Brasil respondeu às pressões comerciais ampliando acordos internacionais, elevando exportações cobertas por preferências tarifárias de 12% para 31%. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No mesmo dia em que começam, em Washington, as audiências públicas do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a proposta de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, uma pesquisa divulgada em Berlim mostra que a condução da política externa do governo brasileiro alcançou 88% de avaliações positivas entre especialistas da área. O resultado representa uma inversão em relação a 2023, quando 69% dos entrevistados avaliavam negativamente a atuação do governo na política externa. Os dados fazem parte da terceira edição do relatório Potências Médias Emergentes, que ouviu especialistas em política externa do Brasil, Alemanha, Índia, Indonésia e África do Sul. Em Berlim, onde apresentará os resultados referentes ao Brasil, Carlos Frederico de Souza Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), destacou outro dado da pesquisa: 88% dos especialistas brasileiros classificam como negativa a influência dos Estados Unidos no cenário internacional. O percentual supera a média dos cinco países pesquisados, de 80%. Apesar dessa percepção, os entrevistados continuam considerando os Estados Unidos um parceiro estratégico para o Brasil. Em conversa com o blog, pouco antes da apresentação da pesquisa na capital alemã, Carlos Frederico ressatou que o país respondeu de forma "saudável" à ofensiva comercial de Washington ao ampliar sua rede de acordos e parcerias. — Apesar de todas as dificuldades, foi concluído o acordo Mercosul-União Europeia, os acordos com a EFTA e Cingapura foram enviados ao Congresso, e as negociações com o Canadá seguem em andamento. Com isso, a parcela das exportações brasileiras cobertas por preferências tarifárias passou de 12% para 31%, a maior expansão da história do país — afirmou. O professor destacou ainda outro resultado que aparece de forma consistente entre os especialistas brasileiros e também nos demais países pesquisados: a preferência pelo não alinhamento. De Brasília a Pretória, passando por Jacarta, Nova Délhi e, de forma mais discreta, Berlim, especialistas afirmam que seus países resistem cada vez mais à pressão para escolher um lado na disputa entre as grandes potências, mostra a pesquisa. — No caso brasileiro, o não alinhamento significa buscar autonomia estratégica, e não neutralidade. O objetivo é preservar a liberdade de decidir caso a caso, de acordo com os interesses nacionais — afirmou.