Filho do ex-presidente é vereador de Balneário Camboriú, onde se elegeu sendo o mais votado em sua primeira disputa eleitoral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jair Renan Bolsonaro (SC) durante discurso em defesa de Israel no plenário da Câmara de Balneário Camboriú (SC) — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 08:45 Jair Renan Bolsonaro Anuncia Pré-Candidatura a Deputado Federal por SC Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou sua pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina. Atualmente vereador em Balneário Camboriú, ele almeja seguir o legado político do pai. Renan é criticado por baixa produtividade e polêmicas no plenário. A campanha será ao lado do irmão Flávio, visando fortalecer valores conservadores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), anunciou oficialmente a pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina. A intenção já havia sido manifestada logo no início do mandato na cidade catarinense, onde foi eleito para seu primeiro cargo eletivo. Nas redes sociais, ele afirmou que o movimento é para cumprir a missão dada pelo pai de "continuar lutando pelos brasileiros". Em Balneário, Jair Renan é criticado por adversários pela baixa produtividade parlamentar e por discursos públicos no plenário voltados assuntos alheios ao dia a dia da cidade. "Cumprindo a missão que meu pai, Jair Messias Bolsonaro, me deu: continuar lutando pelos brasileiros e defender os valores que sempre nos uniram. Sou pré-candidato a deputado federal por Santa Catarina, com o compromisso de trabalhar por um estado mais forte e por um Brasil melhor", escreveu. No comunicado, Jair Renan também afirmou que a campanha será feita ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. O objetivo, segundo ele, é seguir "firmes na defesa de Deus, Pátria, Família e Liberdade". "Essa caminhada é feita ao lado de cada patriota que acredita em um Brasil forte, livre e próspero", completou. Eleito em 2024, Jair Renan conquistou pouco mais de 3 mil votos, sendo o vereador mais votado de Balneário. Ele se mudou para Santa Catarina para iniciar a vida política após ter a vida dividida entre Rio de Janeiro e Brasília. A estratégia é a mesma adotada pelo irmão, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL). Ele deixou o mandato na Câmara do Rio de Janeiro para lançar sua pré-candidatura ao Senado por Santa Catarina, em uma articulação que alterou as alianças locais para a formação da chapa do PL e gerou críticas de prefeitos do partido e de siglas aliadas. Atuação turbulenta No plenário, Renan é considerado quieto, mas já acumula alguns desentendimentos. Logo no dia 1° de janeiro, ele usou o microfone para acusar o correligionário Kaká Fernandes de "traição". O motivo foi uma discordância na articulação do partido durante a eleição da Mesa Diretora da Câmara, que terminou com a vitória de Marcos Kurtz (Podemos), ligado a outro grupo político. Depois, ele foi o único voto contrário ao projeto protocolado pelo vereador Eduardo Zanatta, do PT, para instituir o Dia da Democracia em homenagem ao ex-prefeito Higino Pio, morto pela ditadura militar em 1969. Primeiro mandatário da cidade, Pio foi sequestrado no exercício da função, mas somente neste ano sua família conseguiu obter o reconhecimento na certidão de óbito, que apontava suicídio. Renan, por sua vez, disse não confiar na Comissão Nacional da Verdade, criada para investigar as violações dos militares, e argumentou que “para a maioria dos mais velhos, se você perguntar, foi a melhor época do Brasil”. — A história da cidade não pode ser reescrita por quem não conhece — afirmou Zanatta durante a sessão, acompanhado por outros vereadores como Jade Martins (MDB), que apontou "devaneios ideológicos": — O senhor chegou agora nesta cidade. E eu lamento que a família do ex-prefeito tenha que se deparar, neste momento, com alguém que questiona uma luta de anos. Em agosto de 2025, a troca de farpas foi com Kurtz, criticado por Renan devido à condução da Câmara e aos gastos com obras na Casa. Ele alegou ter sido chamado de "Xandão de BC" pelo filho do ex-presidente, em alusão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). — O senhor não abre a boca, só fala fora de hora — rebateu Kurtz. — Já que gosta tanto de fazer comparações, eu acho que o senhor é parecido com o (deputado federal) Tiririca. Deveria botar lá: 'pior do que tá não fica'. Porque o senhor não fala, está aqui fazendo não sei o quê. Depois, o embate foi com a prefeita Juliana Pavan (PSD), que afirmou ao podcast “Cabeça de Político” que o vereador deveria buscar "mais capacitação" e “ler mais" os projetos em tramitação. As críticas ocorreram após ele ter sido o único voto contrário a um projeto enviado pelo Executivo para combater o furto de fios. — Respeito o posicionamento dele, apesar de ele quase não se posicionar, e, quando se posiciona, eu não consigo entender o que ele fala — disse a prefeita sobre Renan, que a rebateu nas redes sociais: "analfabeta funcional", escreveu. Em setembro de 2025, ele usou o espaço para “mandar um recado à esquerda” após a delegação brasileira abandonar o discurso do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU. Com um cachecol de Israel, ele mostrou um QR Code com imagens "sem censura" das ações do grupo terrorista Hamas. — O Hamas fez atrocidades com mulheres, crianças, idosos e civis indefesos. Sem perdão, piedade e humanidade. Quem ataca Israel, não defende a paz. Defende o terrorismo — frisou Renan.