Em Taiwan, ilha que fabrica os chips e semicondutores mais avançados do mundo, uma empresa desenvolve uma estrutura mecânica vestível que ajuda pessoas debilitadas a se movimentar. Outra faz um escaneamento digital minucioso dos pés para produzir solados personalizados. E uma companhia propõe transformar os hospitais em ambientes conectados por inteligência artificial e internet das coisas.
As iniciativas são resultado de investimentos no setor da saúde, que, para Taipé, extrapolam a questão da medicina. Transformaram-se também numa estratégia diplomática e de projeção internacional para a ilha que está no centro de disputas geopolíticas ora em curso e que envolvem as maiores potências globais.
Em um cenário de tensões militares com a China, de competição por cadeias produtivas e de envelhecimento da população, o governo taiwanês investe em biotecnologia, inteligência artificial aplicada à medicina e sistemas digitais numa tentativa de ampliar sua relevância em tecnologia médica.
A transformação ocorre em um momento delicado para Taiwan. A ilha vive sob pressão de Pequim, que a reivindica como parte de seu território e faz exercícios militares ao seu redor com frequência.
Em paralelo, Taiwan não tem reconhecimento da maior parte da comunidade internacional e é excluída de organizações multilaterais relevantes, caso da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, só 12 países mantêm relações diplomáticas formais com Taipé.






