Apesar do movimento do presidente Lula (PT) de se aproximar de trabalhadores de aplicativos, vistos como majoritariamente de direita, o esforço pode naufragar em razão de o petista não ter conseguido avançar em um ponto crucial para a categoria, o aumento da remuneração.
Trabalhadores do grupo ouvidos pela Folha se dividem entre desconhecerem ou estarem mais ou menos satisfeitos com medidas recentes da gestão, mas convergem em dizer que falta ao governo garantir uma tarifa mínima para o serviço.
Desde a entrada de Guilherme Boulos (PSOL) na Secretaria-Geral da Presidência, o governo intensificou a agenda voltada à categoria. As ações, citadas pelos entrevistados como paliativas, tentam mitigar o entrave de um projeto de lei de regulamentação, paralisado na Câmara dos Deputados e alvo de divergência e descontentamento na classe.
De acordo com dados de 2024 do IBGE, trabalhadores de aplicativo no Brasil formam uma massa de 1,7 milhão de pessoas. Os dados fazem referência a motoristas e entregadores, a maior parte do grupo, e prestadores de serviços gerais.
O segmento é em sua maioria formado por homens (84%) e pretos ou pardos (54%). A maior parte está na faixa etária de 25 a 39 anos (47%), tem rendimento médio mensal de R$ 2.996 e o ensino médio completo ou superior incompleto (59%).








