O atual cenário macroeconômico tem elevado a volatilidade de um ativo que visa justamente o contrário: a previsibilidade de ganhos. No mês passado, investidores viram fundos de renda fixa oscilarem de preço e alguns apresentarem até rentabilidade negativa.
Em junho, a captação líquida dos fundos de renda fixa como um todo estava negativa em R$ 17,2 bilhões até o dia 29, apontam dados da Anbima (associação das entidades dos mercados financeiro e de capitais). Ou seja, houve mais dinheiro sacado que investido na modalidade. Apenas desde a mais recente reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), o patrimônio líquido se reduziu em R$ 45 bilhões.
A saída reverte a tendência do início do ano. Em maio, houve aporte líquido de R$ 10,4 bilhões, após retirada de R$ 19,3 bilhões em abril. De janeiro a março, porém, houve captação líquida acumulada de R$ 130,3 bilhões.
Nas últimas semanas, com as incertezas em torno do conflito no Irã e as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado aumentou a precificação de juros futuros, que são as apostas do mercado financeiro de qual será a Selic nos próximos meses e anos. E isso impacta todo o mercado, em especial os títulos de renda fixa já emitidos, que perdem valor.








