Após excomunhão, padre de grupo ultraconservador aposta em retorno à Igreja sob 'outro papa' Fraternidade São Pio X foi excomungada na quarta-feira (1) após ordenar quatro bispos sem o aval do Papa Leão. Em missa na Suíça, padre comparou situação ao retorno promovido por Bento XVI em 2009. Vaticano excomunga bispos de grupo ultraconservador Um padre de uma seita católica dissidente excomungada no início desta semana afirmou aos fiéis, neste domingo (5), que o grupo será aceito de volta à Igreja Católica sob o comando de um papa diferente. O grupo não demonstrou arrependimento pelo cisma com Roma, afirmando que o pontífice falhou em ouvir suas preocupações. "Um dia haverá outro papa que abrirá a porta e nos receberá de volta. Assim como o Papa Bento [XVI]", disse o padre Georg Kopf durante uma missa realizada na cidade de Wil, no nordeste da Suíça. Fundada em 1970, a fraternidade tem sede na Suíça, mas reúne seguidores em todo o mundo. Histórico de rupturas Esta fotografia mostra a tonsura do bispo francês consagrado Michel Poinsinet de Sivry durante a consagração cismática de bispos pela Sociedade de São Pio X (SSPX), organização católica tradicionalista, em Ecône, no oeste da Suíça, em 1º de julho de 2026. — Foto: FABRICE COFFRINI / AFP Eles foram readmitidos em 2009, no entanto, quando o Papa Bento XVI buscou a unificação da Igreja e suspendeu a punição. "Estou convencido de que haverá outro papa como ele, que dará à tradição o seu devido lugar novamente. Claro, gostaríamos que isso acontecesse amanhã", acrescentou Kopf. O Vaticano afirmou que ofereceu diálogo ao grupo antes do cisma e que a ordenação de bispos sem a aprovação da Igreja é considerada uma infração tão grave que a excomunhão é automática. "Nada do que aconteceu em 1º de julho teve a intenção de estabelecer uma igreja paralela ou de romper com Roma", disse Kopf em seu sermão, proferido em alemão. "Pelo contrário, foi justamente por amor à Igreja e ao papa que essas ordenações foram realizadas, para zelar pela salvação das almas."