Fundadora Lu Araújo diz que chorou ao ver marca do festival no castelo de Guimarães depois de superar inflação, alerta de incêndios e Copa: "Pode sobreviver e crescer" 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Logotipo do Mimo projetado no castelo de Guimarães, em frente ao palco principal do festival — Foto: André Henriques/Divulgação/Mimo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 05/07/2026 - 12:10 Festival Mimo se consolida em Portugal e impulsiona economia local O festival Mimo, fundado no Brasil, cresce em Portugal, emocionando sua fundadora, Lu Araújo, ao ver a marca do festival projetada no Castelo de Guimarães. Após mudar-se para a cidade, o evento superou desafios como inflação e a Copa do Mundo, provando ser uma plataforma internacional robusta. Com apoio financeiro local e nacional, o Mimo atrai milhares de visitantes, impulsionando a economia local e prevendo continuidade para o próximo ano. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após dez anos de Mimo em Portugal, a fundadora e diretora Lu Araújo ainda se emociona a cada edição. Diz que chorou ao ver a marca do festival no castelo de Guimarães, onde Portugal nasceu: — Eu falei para o Roberto Riegert (responsável pela iluminação) que queria ver a marca do Mimo no castelo da cidade que é berço de Portugal. Chorei quando vi, porque mostrou que pode sobreviver e crescer. Realizado na maioria das vezes em Amarante, o Mimo, fundado há 22 anos em Olinda, se mudou este ano após a prefeitura da cidade daquela cidade portuguesa não renovar o contrato para nova edição. — Mudar para Guimarães foi um crescimento para o Mimo. É uma cidade maior, com mais desafios — disse ela. Ao desafio de encontrar uma cidade e captar recursos, Lu adicionou como obstáculos a inflação, competição com a Copa do Mundo pela atenção do público e o alerta de incêndios em Portugal: — Ficou provado que não somos uma plataforma para artistas brasileiros, somos uma marca experiente de gestão brasileira de um festival internacional gratuito e fora do padrão. Além de encontrar parceria e verba na prefeitura e tecido empresarial de Guimarães, o Mimo recebeu um aporte financeiro do Turismo de Portugal e apoio do Turismo do Norte. O valor total do festival ronda os € 750 mil (R$ 4,4 milhões), sendo cerca de € 250 mil (R$ 1,4 milhão) de cachês. Além da prefeitura e órgãos de turismo, empresas privadas da região financiaram o evento. — Não é fácil gerir, que é isso que fazemos com dificuldade no cenário atual. O Mimo mostrou vigor e vive sua melhor fase, apesar de todos os obstáculos econômicos e externos que não controlamos. O Mimo termina hoje em Guimarães, que vive nestes dias um movimento que aumentou a ocupação de hotéis e restaurantes. A prefeitura estima receber 80 mil pessoas no evento. O festival, agora, vive a expectativa da renovação de um contrato com a cidade para o próximo ano, o que garante trabalho a 500 pessoas. — Eu faço porque acreditamos na cultura, no envolvimento das pessoas e na ocupação da cidade com a cultura. O jornalista viajou a convite do Mimo.