ʽFica a mensagem que é cidade aberta, multiculturalʼ, diz prefeito da cidade que foi vandalizada com pichações nazis e contra-ataca com megaevento criado em Olinda 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pedestres caminham diante dos prédios de arquitetura tradicional no centro de Guimarães — Foto: Divulgação/MIMO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 13:16 Guimarães Recebe Festival Mimo para Promover Inclusão e Diversidade Guimarães, marcada por pichações nazistas em janeiro, busca reafirmar-se como cidade inclusiva e multicultural ao sediar pela primeira vez o festival brasileiro Mimo, em julho. O evento, tradicional de Olinda, chega a Portugal visando promover a diversidade cultural e combater sinais de ódio. O prefeito Ricardo Araújo destaca a importância de acolher imigrantes e fortalecer laços interculturais. O festival espera atrair 80 mil pessoas, destacando artistas como Fernanda Abreu e Daddy G. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Guimarães quer enviar uma mensagem de inclusão em tempos de xenofobia e avanço da ultradireita ao ser sede inédita do Mimo em julho, disse à coluna o prefeito Ricardo Araújo (PSD, centro-direita). Criado há 22 anos em Olinda pela produtora brasileira Lu Araújo, o festival multicultural e gratuito é o mimo que a cidade precisava após ter seu centro histórico pichado com símbolos nazis em janeiro. — Fica a mensagem que Guimarães se posiciona assim no mundo, que é uma cidade aberta, multicultural, orgulhosa das suas tradições, mas que quer construir seu futuro aberta e de olho no mundo — disse o prefeito. Os símbolos racistas representam o oposto da imagem que a cidade quer divulgar e são tratados como fato radical de um grupo extremista local, mas conectado a um casal da cidade que já foi candidato a eleições pelo maior partido de ultradireita do país, o Chega. A Polícia Judiciária identificou membros ativos em Guimarães de um grupo extremista com ideologia neonazi que é classficado como organização criminosa. — Infelizmente, episódios como estes acontecem nos lugares mais improváveis. E Guimarães é cidade hospitaleira, de afirmação intercultural e habituada a acolher bem. Esta é a nossa marca — contou o prefeito. No décimo ano em Portugal, o Mimo sai de Amarante para Guimarães, que recupera relevância cultural desde que foi capital europeia do setor em 2012. Além de querer se estabelecer como pólo de atração sem filtros ou preconceitos. — O festival se enquadra nesta perspectiva intercultural pela qual Guimarães é conhecida. É um festival que envolve artistas de diversos países, diferentes continentes — afirmou o prefeito. Os brasileiros formam a maior comunidade estrangeira de Guimarães, com cerca de 1,2 mil habitantes, quase a metade do total de 2,6 mil imigrantes. Mas os números são de 2021, época do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), e estão defasados. O prefeito não arrisca estimativas, mas garante que a cidade tem relevante comunidade imigrante: — Particularmente brasileira, que é muito bem acolhida, integrada. Somos conhecidos pela capacidade de acolher nossos imigrantes. E assim queremos continuar, com oportunidades para aqueles que vêm para trabalhar (...) produzir e contribuir para a nossa riqueza coletiva. O festival acontece entre 3 e 5 de julho e são esperadas cerca de 80 mil pessoas, segundo o prefeito, que inclui na conta a programação de cinema entre 27 de junho e 2 de julho. A expectativa da administração do município, capital verde europeia e patrimônio da Unesco, é que haja ocupação total dos hotéis e brasileiros contaram ao Portugal Giro que começaram a reservar há semanas. A carioca Fernanda Abreu, nos 30 anos do disco clássico “Da Lata”, é destaque do Mimo. A produção ainda reuniu de maneira inédita Daddy G (Massive Attack) e o DJ Don Letts. Também levará a Portugal o britânico Tricky, um dos precursores do trip hop.
Guimarães combate sinais de ódio ao virar sede do festival brasileiro Mimo em Portugal
ʽFica a mensagem que é cidade aberta, multiculturalʼ, diz prefeito da cidade que foi vandalizada com pichações nazis e contra-ataca com megaevento criado em Olinda
Guimarães sedia o festival Mimo em julho (80 mil visitantes) reafirmando abertura multicultural após vandalismo nazista de janeiro. O posicionamento de inclusão sinaliza diversidade como fator estratégico para cidades europeias no contexto de avanço ultradireita.








