Bairro 13, em São Gonçalo, foi transformado em corredor cultural com iluminação em LED e mobilização de moradores e comerciantes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Painel homenageia ídolos do futebol brasileiro e reúne Neymar, Vini Jr., Pelé e Zico lado a lado em meio à transformação do Bairro 13 para a Copa do Mundo — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 19:46 Rua Marcos da Costa em São Gonçalo vira galeria de arte urbana com grafites e luzes LED Em São Gonçalo, a Rua Marcos da Costa, conhecida como Bairro 13, foi transformada em uma vibrante galeria a céu aberto com 48 grafites e iluminação em LED. O projeto comunitário, liderado por Edu Inácio e com coordenação artística de Fernando Rafinha, mobilizou moradores e comerciantes, resgatando tradições e promovendo orgulho local. A iniciativa viralizou nas redes sociais, destacando a capacidade de transformação comunitária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na Rua Marcos da Costa, conhecida pelos moradores como Bairro 13, no Jardim Catarina, em São Gonçalo — cidade de Vini Jr. — a Copa do Mundo ganhou cores, formas e significado. O que antes era apenas uma via residencial se transformou em um corredor cultural a céu aberto, com grafites, iluminação especial e forte mobilização comunitária. O resultado garantiu ao Bairro 13 o primeiro lugar em um concurso realizado pela associação de moradores da comunidade, que premiou a rua mais bonita da região. A segunda colocação ficou com a Rua Cano Furado, enquanto a Rua Safira, conhecida como Rua 31, terminou em terceiro lugar. Rua viraliza após virar galeria a céu aberto com 48 grafites e iluminação em LED Em apenas 17 dias, moradores transformaram cerca de 220 metros da via em uma galeria a céu aberto. O espaço recebeu 48 grafites espalhados por muros, fachadas e calçadas, além de um projeto de iluminação em LED que destaca as obras durante a noite. O resultado chamou a atenção de quem passa pelo local e também ganhou repercussão nas redes sociais, onde vídeos da transformação — alguns gravados por drones — viralizaram e ampliaram o alcance da iniciativa. A ideia surgiu dentro da própria comunidade e foi liderada pelo comerciante Edu Inácio. Segundo ele, o projeto nasceu da vontade de resgatar uma tradição que marcou sua infância e fortalecer os laços entre vizinhos. — Sempre tive vontade de fazer isso. Minha infância foi vendo ruas decoradas e participando dessas pinturas. Hoje quase não vemos mais isso. Quando a associação de moradores divulgou um concurso que premiaria a rua mais bonita com R$ 12 mil, reuni amigos e moradores e começamos a colocar o projeto em prática. Conseguimos mobilizar comerciantes e parceiros da região, que acreditaram na ideia e ajudaram a transformar esse sonho em realidade — conta. A coordenação artística ficou sob responsabilidade do tatuador e morador Fernando Rafinha. Para ele, o principal objetivo sempre foi promover a união dos moradores e valorizar a imagem da comunidade. — Foi uma ideia construída por um grupo de amigos. A motivação é mostrar a beleza que existe aqui e resgatar valores que estão se perdendo com o tempo. Queríamos que as pessoas voltassem a sentir orgulho do lugar onde vivem — afirma. A escolha da Rua Marcos da Costa não foi por acaso. Grande parte dos participantes mora exatamente naquele trecho, o que fortaleceu o sentimento de pertencimento ao projeto. — Fiquei responsável pela criação, pelo design e pela distribuição das tarefas. As pinturas também contaram com a participação da minha esposa, Júlia Campos, e da artista Kigela, que ajudaram a dar identidade ao projeto. Ao mesmo tempo, os moradores abraçaram a iniciativa desde o início e participaram de todas as etapas da transformação — explica. A execução exigiu organização e esforço conjunto. Moradores se dividiram entre equipes de pintura, limpeza, instalação de bandeiras, iluminação, logística e arrecadação de recursos. Os desenhos misturam o universo da Copa do Mundo com referências afetivas e personagens que marcaram gerações, como Super Mario, Minions e Smurfs. Entre as pinturas, uma das que mais chama a atenção retrata Neymar, Vini Jr., Pelé e Zico lado a lado. Segundo Rafinha, o painel acabou se destacando pela qualidade artística e é um dos mais elogiados por quem visita o local. Apesar do resultado impressionante, o caminho não foi fácil. — No início parece simples, mas conforme o trabalho avança a gente percebe a dimensão do desafio. Viramos noites trabalhando para cumprir o prazo. O maior obstáculo foi o tempo e as condições climáticas — relembra. Mesmo diante das dificuldades, o mutirão ganhou força com o apoio de moradores e comerciantes, que contribuíram com materiais, alimentação e estrutura para que o projeto saísse do papel. Durante os dias de execução, a rotina do bairro mudou. A rua deixou de ser apenas um local de passagem e passou a funcionar como um espaço de convivência. Crianças, jovens e idosos acompanharam cada etapa da transformação, ajudando na organização e incentivando o trabalho coletivo. — Era emocionante ver o envolvimento de todo mundo. Isso foi tão marcante que já pensamos em criar oficinas de arte para os jovens da comunidade — diz Rafinha. Toda a iniciativa foi realizada sem recursos do poder público. Os custos foram cobertos por comerciantes, empresários locais e pelos próprios moradores. O sucesso da intervenção já inspira novos planos. A equipe estuda expandir o projeto para outras ruas do Jardim Catarina e criar novas ações culturais na região. Além da premiação conquistada no concurso, os organizadores comemoram a repercussão nas redes sociais, que levou o nome do Bairro 13 para além dos limites de São Gonçalo e reforçou uma imagem diferente da comunidade. — A maior mensagem que queremos deixar é que, quando uma comunidade se une em torno de um objetivo, ela consegue transformar a própria realidade — conclui.