"Ele estudou sobre drones por três meses —e, mesmo assim, o lançaram em um ataque frontal, direto para o moedor de carne", disse Oksana Afanasyeva, mãe adotiva de Valery Averin.

O jovem de 23 anos está entre os primeiros estudantes russos cuja morte na Ucrânia foi confirmada após ele se alistar como parte de uma nova campanha de larga escala para recrutar jovens de universidades e faculdades para as unidades de drones da Rússia.

"Ele nunca havia sequer servido ao exército", lamentou Afanasyeva.

A campanha para incentivar estudantes de universidades, faculdades técnicas e escolas profissionalizantes a assinarem contratos com o exército começou no início deste ano, à medida que a Rússia buscava manter seu esforço de guerra pelo quinto ano de conflito.

A iniciativa concentrou-se especialmente naqueles que enfrentavam dificuldades acadêmicas ou que cogitavam fazer uma pausa nos estudos.