Um grupo internacional de cientistas identificou DNA humano de pelo menos 2.000 anos em cavernas da Espanha e de Portugal. A descoberta demonstra que as paredes rochosas podem preservar material genético humano por milhares de anos, segundo um estudo publicado no último dia 23 na revista científica Nature.

A pesquisa faz parte do projeto First Art, baseado em investigações sobre arte rupestre na caverna de Maltravieso, na Espanha, onde foram identificadas algumas das pinturas mais antigas da Europa.

O objetivo original dos pesquisadores era datar quimicamente as manifestações artísticas e os pigmentos mais antigos da Península Ibérica. No entanto, a equipe decidiu ampliar o estudo para incluir análises genéticas, investigando a possibilidade de recuperar DNA antigo diretamente das pinturas rupestres, em vez de depender apenas de fontes tradicionais, como ossos, sedimentos ou ferramentas pré-históricas.

"Pouco antes de uma das últimas expedições, obtivemos uma amostra de pigmento que testou positivo para DNA humano antigo. Ficamos extremamente empolgados", afirmou a autora principal do estudo, Alba Bossoms Mesa, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em declarações reproduzidas pelo portal científico IFLScience.