Casas, comércios baixos e galpões dão lugar a prédios de dezenas de andares. Para além da mobilidade, a chegada do metrô provoca mudança significativa no horizonte e no cotidiano dos bairros da cidade de São Paulo.
Esse fenômeno se repete nas estações inauguradas na última semana, mas de maneira desigual. Dados compilados pela Folha mostram que é mais acentuado em distritos de classe média, valorizados pelo mercado imobiliário nas zonas norte, sul e oeste, por onde passam as novas linhas 6-laranja e 17-ouro.
Na linha 6-laranja, a principal mancha de concentração de prédios em obras ou prédios recém-entregues abrange o entorno das estações Sesc Pompeia, Perdizes (av. Sumaré) e PUC-Cardoso de Almeida, na zona oeste. Ao menos 108 empreendimentos tiveram o processo de licenciamento aberto para essa vizinhança desde 2016, a até 700 metros de distância.
Outro destaque da mesma linha está no entorno das estações 14 Bis (av. 9 de Julho) e Bela Vista (av. Brigadeiro Luís Antônio), no centro, com 54 pedidos de novos prédios. Na zona norte, a campeã é a João Paulo 1º, no distrito Freguesia do Ó, que acumula 27 processos abertos na última década.
A concentração maior em alguns bairros se deve em parte à legislação urbanística. O Plano Diretor de 2014 e a Lei de Zoneamento de 2016 incentivam a construção de apartamentos perto de metrô, mas mantêm restrições em algumas vizinhanças.











