O passageiro que decidiu usar os serviços da linha 6-laranja do metrô de São Paulo em seu primeiro dia de funcionamento encontrou um cenário incomum para uma operação de transporte convencional na cidade.

Da estação Água Branca até Perdizes, na zona oeste, o trajeto dividia espaço com tapumes, materiais de construção, vigas e tubulações aparentes, fios espalhados pelo chão, escadas rolantes sem peças ou fora de operação, elevadores desligados, portas de plataforma que não fechavam completamente, goteiras e áreas ainda sem acabamento.

Em nota, o Governo de São Paulo afirmou que a linha "opera normalmente, conforme o cronograma previsto" e que a abertura das estações ocorreu após a conclusão das etapas necessárias para o início da operação e o atendimento às exigências dos órgãos competentes, incluindo o Corpo de Bombeiros.

A reportagem da Folha percorreu as seis estações abertas ao público em operação assistida e encontrou funcionários limpando a sujeira deixada pelas obras enquanto cerca de 30 pessoas aguardavam a abertura dos portões na estação Água Branca.

Escadas utilizadas durante a construção permaneciam no local e parte da estrutura ainda estava aparente quando os primeiros passageiros começaram a entrar para testar a nova linha, muitos deles a caminho do trabalho, de consultas médicas e de entrevistas de emprego.O primeiro desafio começava antes mesmo do embarque. Para fazer a integração com a linha 7-rubi, os passageiros precisavam deixar a estação ferroviária, caminhar cerca de cem metros pela avenida Santa Marina e entrar na estação da linha 6.