Por décadas, os recordes da Copa do Mundo pareciam dogmas. Zmuda, da Polônia, e Uwe Seeler, da Alemanha, os donos do maior número de partidas: 21. Messi chegou a 29 antes de enfrentar Cabo Verde, pela segunda fase.
Gerd Muller era o maior artilheiro, com 14 gols, até Ronaldo superá-lo em 2006, ao marcar seu 15º. Então veio Miroslav Klose e fez seu 16º com requintes de crueldade, nos 7 x 1 contra o Brasil.
Então Messi e Mbappé superaram todas as marcas na Copa do Mundo dos protagonistas que mudaram o assunto. Os gols estão ganhando da guerra e agora do calor infernal da costa leste dos Estados Unidos.
No século 21, os grandes craques só conseguiram atuar no nível extraordinário que apresentam na Champions League na Copa do Qatar. Era inverno no Oriente Médio e a disputa foi em dezembro, meio da temporada europeia. Não após o desgaste de 53 partidas disputadas por Cristiano Ronaldo ou das 44 por Mbappé em dez meses de Real Madrid.
Messi produz uma suspeita sobre a razão de estar tão bem, no ápice da forma técnica, aos 39 anos, na Copa do calor. Ele se preparou com apenas 16 jogos depois de suas férias, jogando pelo Inter Miami.







