Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000, teve 50,135% dos votos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou, nesta sexta-feira (3), a nova presidente eleita do Peru, a direitista Keiko Fujimori. Na mensagem, o petista defendeu a construção de uma América do Sul mais integrada e citou intenção de avançar em uma agenda bilateral "ambiciosa" com o país vizinho. "Parabenizo a presidenta eleita Keiko Fujimori por sua vitória nas eleições presidenciais peruanas. Desejo-lhe pleno êxito na condução de seu mandato e na importante tarefa de agregar o povo peruano em torno de um projeto comum de desenvolvimento", escreveu Lula em publicação na rede social X, antigo Twitter, nesta tarde. "Estamos prontos para avançar numa agenda bilateral ambiciosa, focada na ampliação do comércio e dos investimentos, na integração da infraestrutura logística e digital, na superação da fome e da pobreza, na proteção da Amazônia e no combate ao crime organizado transnacional", completou. Por fim, Lula disse para Fujimori contar com o Brasil "para construirmos juntos uma América do Sul mais próspera, integrada, democrática e soberana". A ONPE, autoridade eleitoral do Peru, confirmou hoje, oficialmente, a vitória de Fujimori na disputa pela Presidência após semanas de indefinição quanto a votos que eram contestados pela chapa adversária. Com 100% da apuração concluída na segunda-feira, dia 29, a candidata conservadora, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000, tinha 50,135%, ou 9.223.396 votos. O candidato de esquerda, Roberto Sánchez, ficou com 49,865%, ou 9.173.755 votos. Keiko Fujimori assumirá o mandato em 28 de julho e será a 10ª pessoa a presidir o país desde 2016. A proclamação oficial do resultado da eleição estava prevista para hoje, apesar da promessa de Sánchez de que impediria a confirmação por meio de um recurso legal. A vitória veio em sua quarta disputa eleitoral pela presidência do Peru, em nova flutuação de um país latino-americano para o campo político da direita, depois de Colômbia, Bolívia, Chile e Equador. Nessa perspectiva, a ideia do governo Lula é intensificar as relações bilaterais com os países sul-americanos, já que vê consensos coletivos na região mais difíceis de serem alcançados. Keiko Fujimori — Foto: Angela Ponce/Reuters