PUBLICIDADE Mateus Pongeluppi estima que a companhia encerre o ano com expansão de 8% a 9% em oferta 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Viajantes contumazes buscam novos destinos, enquanto o brasileiro com bolso apertado busca voos mais cutos e acessíveis, diz Mateus Pongeluppi — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 17:29 Gol Amplia Voos Internacionais e Domésticos Apesar de Custos Altos A Gol Linhas Aéreas planeja expandir sua oferta de voos em 8% a 9% até o final do ano, mesmo enfrentando o aumento dos custos de combustível de aviação. A empresa anunciou novas rotas, incluindo Rio-Nova York e Rio-Lisboa, além de destinos na América do Sul como Salta e Ushuaia. A diversificação de destinos é vista como uma estratégia para atrair passageiros de alta renda, enquanto ajustes na malha internacional visam fortalecer a expansão doméstica e internacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Gol Linhas Aéreas espera fechar o ano com expansão da oferta de voos de 8% a 9%, diz Mateus Pongeluppi, vice-presidente comercial da companhia. Com previsão de receber cinco aviões Airbus 330 da Wamos, que integra a mesma holding que a Gol, o Grupo Abra, a empresa brasileira já tem ao menos três novas linhas anunciadas: Rio-Nova York, Rio-Lisboa e também para Salta, na Argentina. Essa expansão é esperada apesar de uma redução de 6% sua malha de voos entre março e julho deste ano, na comparação com igual período do ano passado, puxada pelo aumento do preço do combustível de aviação. É movimento repetido por concorrentes no Brasil e no mundo, num esforço para equilibrar a alta de custos desde o início do conflito no Oriente Médio, explica o executivo Como a alta do preço do QAV está impactando a operação? Quando acontece uma pressão desse tipo, e a gente via que os níveis (de preço) estavam 100% acima (do patamar anterior à guerra no Irã), em um combustível que representava entre 30% e 40% dos nossos custos. A conta não fecha. Não dá para repassar todo o preço (para a passagem) de um de uma hora para outra. Foram impactos diferentes dependendo dos segmentos. O de puro lazer sofreu de uma forma mais aparente com mais corte de voos. O corporativo tem sofrido um pouquinho mais agora. Dentro do mesmo voo tem passageiros de todos os tipos. Mas os mercados que não são exatamente lazer, e que têm muito tráfego de viagens para visitar a família, amigos, ir trabalhar em outra cidade, esse tráfego continuou. O ajuste foi maior em voos domésticos? Quando começou o ano, a gente já estava ajustando o nosso internacional para poder criar a dinâmica doméstica necessária (de voos) para (apoiar a) a expansão internacional. Eu retraí um pouco o internacional para criar meu banco de conexão, a estrutura (de voos) no Galeão (RJ) para ficar pronta para minha expansão internacional. E eu posterguei um pedaço disso que precisava acontecer. O nosso recuo é de aproximadamente 2% a 3% no internacional, ano contra ano. Eu seguro o crescimento que ia fazer este ano para preparar os bancos de conexão e toda a estrutura do doméstico para a nova fase de expansão internacional. Além dos novos destinos, Nova York e Lisboa, a Gol avança na América do Sul. A que demanda isso responde? Nos voos de Nova York e de Lisboa, precisamos muito dessa conjunção do brasileiro com o estrangeiro. Eu diria que tem um momento bom de Rio de Janeiro voltando para o cenário internacional, a ser desejo de consumo. E o voo direto traz isso. A gente tem tido uma surpresa positiva com a demanda, no geral, desses novos mercados. São desconhecidos para Gol, nesse tipo de operação, mas não para o Grupo Abra nem para os nossos parceiros. O JFK (aeroporto de Nova York), por exemplo, também está sendo vendido pela American Airlines. O voo Rio-Nova York será sazonal? O voo de Nova York não é sazonal. Vamos operá-lo até o fim de outubro e retomá-lo no finalzinho de março (de 2027). Por que que a gente não opera nesse período específico? Porque já existia um voo da American Airlines. Se a gente colocasse um voo em cima do voo deles, teria complicação regulatória. Mas a gente já está vendendo para o próximo ano e esse é um voo que segue. E Lisboa fica direto. A demanda para a América do Sul está aquecida? Sim e teremos mais voos. Anunciamos Ushuaia e Salta, que já está à venda para o fim do ano. A gente tem visto a diversificação dos destinos como um porto seguro para um público que tem uma renda mais alta, que vai viajar de qualquer jeito, mas está cansado de fazer as mesmas coisas. As novidades têm sido bem recebidas. Salta é um destino de vinho que ninguém fala ainda. Ushuaia é destino de neve, mas de aventura, diferente de Bariloche. A gente está buscando essa diversificação. E o passageiro mais apertado, como está fazendo? Esse público está buscando parcelar mais e algumas opções mais baratas, o turismo mais próximo. No lugar de um voo de 4 horas, tenta trocar por um de 2 horas e para um local mais barato. Isso está ganhando atratividade também. Se, por um lado, tem Fernando de Noronha, Jericoacoara vivendo mais estavelmente, há outros destinos que acabam sendo mais baratos aparecendo como opção. O próprio Rio de Janeiro entra um pouco nesse cardápio. A gente está vendo a aversão do Centro-Oeste pelo Rio cair. E o Rio aparecendo como um destino que une a gastronomia, natureza, praia, um monte de coisa, e ainda é muito acessível. Qual a previsão de expansão de oferta? A gente deve estar crescendo por volta de 8 ou 9%. Bastante coisa para um ano como este que a gente está vivendo.
Novos voos: ‘Diversificar destino é porto seguro para alta renda’, diz vice-presidente da Gol Linhas Aéreas
Mateus Pongeluppi estima que a companhia encerre o ano com expansão de 8% a 9% em oferta






