O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, antecipou para 19 de agosto a retomada do julgamento sobre a eleição para governador do Rio de Janeiro. Na última terça-feira 30, o ministro Flávio Dino – que havia suspendido a votação com um pedido de vista – devolveu os autos e liberou o tema para discussão no plenário.

Na quinta-feira 2, Fachin havia agendado a análise do caso para 26 de agosto, mas recuou nesta sexta-feira. Enquanto o STF não firma sua posição sobre o tema, a chefia do Executivo fluminense segue de forma temporária com o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, devido à renúncia do então governador Cláudio Castro (PL), em março.

Castro renunciou um dia antes de ser julgado — e condenado — pelo Tribunal Superior Eleitoral. Antes dele, o então vice-governador Thiago Pampolha renunciou para assumir um posto no Tribunal de Contas do estado. O próximo na sucessão seria o então presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), mas ele também foi cassado pelo TSE.

Coube, então, a Couto assumir o Palácio Guanabara interinamente. O PSD, partido do prefeito da capital, Eduardo Paes, pediu ao STF a realização de eleição direta.