Visita foi informada por empresas locais durante reunião de apresentação do programa Eco Invest Brasil no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lee Jae Myung, presidente da Coreia do Sul — Foto: Jung Yeon-je / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 13:03 Presidente da Coreia do Sul visita Brasil para parcerias verdes O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, visitará o Brasil no final de julho, conforme antecipado por empresas coreanas durante reuniões do programa Eco Invest Brasil em Seul. A visita, comemorada pelo setor empresarial, visa fortalecer laços diplomáticos e econômicos, com foco em investimentos verdes e inovação tecnológica. A Coreia busca diversificar parcerias comerciais, e o Brasil se posiciona como destino estratégico para capital asiático. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, chega ao Brasil no fim deste mês para uma visita oficial. A informação foi antecipada por empresas coreanas durante uma série de reuniões para apresentação do programa Eco Invest Brasil, realizadas pelo governo brasileiro em Seul. A notícia foi dada com entusiasmo pelo setor empresarial coreano, que vê na aproximação diplomática entre os dois países uma oportunidade para ampliar investimentos e negócios, conta Larissa Wachholz, assessora para a Ásia do Instituto Clima e Sociedade (ICS), que presta apoio técnico à Secretaria do Tesouro Nacional na promoção do Eco Invest Brasil. Larissa conversou com o blog ao chegar ao hotel, em Seul, após o primeiro dia de reuniões no país, já na noite de sexta-feira no horário local. Ela lembra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na capital sul-coreana em fevereiro e destaca que visitas bilaterais em um intervalo tão curto não são comuns, o que sinaliza o interesse mútuo em fortalecer a relação. Em um cenário de crescente instabilidade geopolítica, assim como o Brasil , a Coreia do Sul também busca diversificar suas parcerias econômicas e comerciais. Ministro do Empreendedorismo diz que impasse no Simples não deve barrar aumento do teto do MEIQueda da indústria reflete acomodação após forte alta de segmentos ligados ao petróleo, diz economista — Uma visita como essa faz bastante sentido diante da necessária diversificação das relações econômicas, cenário que praticamente todos os países passaram a enfrentar, sobretudo a partir de 2025, quando houve uma profunda revisão das regras do comércio internacional e dos acordos tradicionais de parceria. Hoje, todos estão revendo suas redes de comércio, investimento e cooperação. A Coreia do Sul, assim como o Japão, depende da internacionalização de suas empresas para continuar crescendo. Do ponto de vista da economia coreana, faz muito sentido aprofundar as relações de investimento com o Brasil — afirma Larissa, que também é sócia da consultoria Vallya. Na avaliação da especialista, a inovação será o principal vetor para ampliar a presença das empresas sul-coreanas no Brasil, tendo os investimentos verdes como um dos pilares dessa estratégia. — A Coreia do Sul tem interesses bastante diversificados. Além de uma indústria petroquímica consolidada, o país está na fronteira tecnológica em áreas como inteligência artificial e digitalização. Para eles, é estratégico que suas empresas ampliem investimentos no exterior. Não se trata apenas de investimento verde, mas também de desenvolver novas fronteiras tecnológicas para enfrentar a transformação climática e ecológica. Muitas dessas tecnologias de ponta também são tecnologias verdes. Além disso, a Coreia tem forte tradição em eficiência produtiva, uso racional de recursos e economia circular, áreas nas quais possui grande competitividade — explica. A Coreia do Sul é a última parada da primeira apresentação estrutura do Eco Invest Brasil na Ásia. Já foram feitas reuniões com empresas e autoridades da China e do Japão. A missão busca aproximar investidores, bancos, empresas e grandes conglomerados da região das oportunidades abertas pelo 5º Leilão, voltado à inovação e à transição ecológica, em agosto. Segundo Larissa, a receptividade tem sido bastante positiva. — Os grandes conglomerados asiáticos estão avaliando o Eco Invest como uma janela de entrada para ampliar investimentos no Brasil, especialmente em cadeias estratégicas como combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), fertilizantes verdes, minerais críticos, bioinsumos e outras tecnologias ligadas à economia de baixo carbono. Ainda é cedo para falar em inscrições ou ordens efetivas, porque os bancos deverão apresentar suas ordens para o leilão apenas no dia 20 de agosto. Neste momento, o mais relevante é o forte interesse demonstrado nas reuniões, tanto nas agendas oficiais quanto nas conversas de bastidores, inclusive por instituições que avaliam participar diretamente ou em parceria com bancos brasileiros. A percepção é que o Brasil está se posicionando como destino estratégico para capital asiático paciente e de longo prazo. Com o Eco Invest, pretende-se estimular especialmente os projetos associados à transição ecológica, a inovação industrial e novas cadeias verdes — destaca.
Presidente da Coreia do Sul virá ao Brasil na última semana de julho
Visita foi informada por empresas locais durante reunião de apresentação do programa Eco Invest Brasil no país






