Lee Jae-myung pediu ao presidente americano que assuma a liderança de uma solução pacífica para a questão norte-coreana, enquanto crescem especulações sobre uma retomada do diálogo com Pyongyang 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, após uma reunião na Villa Doria Pamphili, em Roma, em 12 de junho de 2026 — Foto: Andreas SOLARO / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 12:56 Presidente sul-coreano pede a Trump para mediar paz com Norte O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, pediu a Donald Trump que lidere esforços para alcançar a paz com a Coreia do Norte, comparando a situação ao conflito no Oriente Médio. Com a possibilidade de um novo diálogo com Pyongyang, Trump expressou interesse em contribuir para a distensão. Enquanto a Coreia do Sul adota uma postura conciliatória, a Coreia do Norte mantém resistência, chamando Seul de inimigo "mais hostil". CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, pediu ao seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que o ajude a alcançar a paz com a Coreia do Norte "assim como resolveu o conflito no Oriente Médio", informou nesta quarta-feira seu gabinete. Washington e o Irã devem assinar na sexta-feira, na Suíça, um memorando de entendimento para encerrar a guerra entre os dois países, e há especulações de que o governo Trump possa então voltar sua atenção para a Coreia do Norte. Trump alimentou as especulações sobre uma possível reaproximação com Pyongyang pouco depois de anunciar o acordo com Teerã, ao publicar nas redes sociais uma foto sem legenda em que aparece ao lado do líder norte-coreano, Kim Jong-un, durante a cúpula de Cingapura, em 2018. O republicano também perguntou a Lee sobre os avanços nas relações intercoreanas durante uma conversa à margem da cúpula do G7, realizada na França, informou a Presidência sul-coreana em comunicado. Durante a conversa, "o presidente Lee pediu que ele (Trump) assumisse a liderança para alcançar uma solução pacífica para a questão norte-coreana, assim como resolveu o conflito no Oriente Médio", acrescentou o texto. "O presidente Trump expressou seu compromisso de trabalhar" para promover essa distensão, segundo o comunicado. Lee adotou uma postura conciliatória em relação à Coreia do Norte, em contraste com seu antecessor, Yoon Suk-Yeol, que seguia uma linha mais dura. Mais cedo nesta quarta-feira, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou novas regras que ampliam o acesso público à zona de fronteira altamente militarizada e permitirão que civis se aproximem vários quilômetros mais da Coreia do Norte. As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra desde que o conflito entre elas (1950-1953) terminou com um armistício, e não com um tratado de paz. Desde então, os dois países são separados por uma zona desmilitarizada que abriga a fronteira. Uma Linha de Controle Civil (CCL) restringe há anos o acesso dos sul-coreanos às áreas localizadas a menos de 10 quilômetros ao sul da zona fortemente fortificada, com o objetivo de proteger instalações militares. A CCL será reduzida para uma média de 6 quilômetros, informou o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, a jornalistas em Seul, ampliando o acesso para moradores de vilarejos, agricultores e visitantes da região. Pyongyang, por sua vez, tem rejeitado repetidamente as iniciativas de aproximação de Lee, classificando formalmente Seul como seu inimigo "mais hostil" e declarando em diversas ocasiões ser um Estado nuclear "irreversível". Especialistas em Coreia do Norte afirmam ainda que as chances de uma eventual reunião entre Kim e Trump são pequenas.