Empresas ligadas ao empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (3), receberam ao menos R$ 27 milhões de uma firma suspeita de ligação com o tráfico de drogas na Baixada Santista, no litoral paulista. É o que diz um relatório feito pela Polícia Civil de São Paulo em maio que foi enviado à Justiça Federal.

Shimada foi alvo de sanções do governo dos Estados Unidos na última quarta-feira (1º) —assim como Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa pela PF nesta sexta— por suspeita de prestar serviços de lavagem de dinheiro à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele não foi encontrado nos endereços onde a PF cumpriu mandados de prisão. O advogado que defende o empresário disse à Folha que deverá se pronunciar após fazer uma reunião com seu cliente. Afirmou também que irá avaliar a possibilidade de ele se entregar às autoridades.

Na quinta (2), a defesa havia afirmado que Shimada negava categoricamente qualquer tipo de relação com organizações criminosas. A reportagem tenta localizar a defesa de Stella.

A investigação do caso começou em 2024, com a prisão em flagrante de Alexsandro Freitas Faria, conhecido como "Leko", em 2024, com grande quantidade de drogas e R$ 100 mil em espécie.