“Um fator importante que contribui negativamente para a indústria da transformação é o patamar de juro alto”, destacou o gerente da pesquisa, André Macedo A atividade da indústria da transformação, que representa em torno de 90% do total da indústria nacional, mostrou expansão de 0,1% em maio ante abril, informou nesta sexta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF). Foi o resultado mais fraco desde queda de 2,5% em dezembro ante novembro. No entanto, comentou o gerente da pesquisa, André Macedo, embora esse resultado tenha sido muito próximo a zero, ainda é positivo. E isso em quadro de restrição de política monetária, disse. “Um fator importante que contribui negativamente para a indústria da transformação é o patamar de juro alto”, lembrou. A indústria depende de capital giro e crédito para operar. Ou seja: quando o juro permanece elevado, no mercado, isso na prática torna empréstimos mais caros, para o empresariado. Assim como em divulgações anteriores da PIM-PF, Macedo reiterou que a indústria como um todo não está imune ao contexto macroeconômico, com um cenário de política monetária restrita. Além do aspecto de juros altos a ser considerado, a indústria também tem que lidar com fatores domésticos, como menor ritmo da atividade econômica e ainda expressivo patamar de inadimplência das famílias, disse. Esses aspectos afetam ritmo de demanda interna que, por sua vez, influenciam cadência de encomendas à indústria. — Foto: Jonne Roriz/Bloomberg
Indústria da transformação tem alta mais fraca do ano em maio, diz IBGE
“Um fator importante que contribui negativamente para a indústria da transformação é o patamar de juro alto”, destacou o gerente da pesquisa, André Macedo








