Seleção alemã foi eliminada antes das oitavas de final pela terceira vez consecutiva, após décadas sempre chegando ao menos às quartas; Klopp é nome favorito para assumir 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Kimmich lamenta pênalti perdido na eliminação da Alemanha diante do Paraguai, na Copa do Mundo de 2026: pressão por renovação cresce na seleção alemã — Foto: Jewel SAMAD / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 07:33 Alemanha enfrenta crise em Copas e busca reinvenção com Klopp A Alemanha enfrenta sua pior sequência em Copas do Mundo, sendo eliminada antes das oitavas pela terceira vez consecutiva, o que resultou na demissão de Julian Nagelsmann. Jürgen Klopp é o favorito para assumir o comando da seleção em crise. A situação lembra o "reset" de 2006 com Klinsmann, quando mudanças profundas foram feitas. A Federação Alemã busca reformular a equipe para recuperar a antiga glória até 2030. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Julian Nagelsmann está de saída do comando da Mannschaft após a derrota para o Paraguai, nos pênaltis, pelos 16 avos de final, e Jürgen Klopp aparece como principal alvo da Federação Alemã para iniciar um novo ciclo. Uma seleção desacreditada, jogadores veteranos em xeque e um jovem treinador – quase da mesma idade de seus comandados – sugerindo uma revolução. É a descrição da Alemanha após a eliminação na Copa do Mundo de 2026, contra o Paraguai, na segunda-feira. Mas serve também para o “reset” sob o comando do então técnico Jurgen Klinsmann, há 20 anos, quando os alemães chegaram sob desconfiança para o Mundial disputado em sua casa e iniciaram o ciclo que culminou no título da Copa de 2014, com direito a 7 a 1. Ironicamente, a partir daí os alemães entraram em sua pior sequência na história em Copas, com três quedas consecutivas antes das oitavas de final. Desde seu primeiro título mundial, em 1954, os alemães sempre chegavam pelo menos às quartas de final. Para o demitido treinador Julian Nagelsmann, hoje com 38 anos, é preciso recomeçar do zero. – Quando você faz grandes mudanças, é preciso tempo para as coisas darem certo. E provavelmente precisamos fazer uma grande mudança – afirmou, após a derrota nos pênaltis para o Paraguai. Klinsmann tinha 39 anos quando assumiu a Alemanha, em 2004, com um discurso semelhante. À época, a seleção alemã vinha de duas eliminações atípicas na fase de grupos da Eurocopa, só atenuadas pelo vice na Copa de 2002. Klinsmann barrou o goleiro Oliver Kahn e montou um time mais ofensivo, abrindo espaço a jovens como Podolski e Schweinsteiger. À época, a Alemanha temia um fiasco na Copa do Mundo em que jogaria de anfitriã, e Klinsmann teve uma série de decisões pouco ortodoxas. Ele morava nos EUA e fazia bate-volta para os jogos na Europa, tirou a faixa de capitão de Kahn e surpreendeu até na convocação da Copa, dando chance ao meia Odonkor, que nunca havia jogado antes pela seleção. Odonkor acabou sendo o grande destaque da vitória contra a Polônia, na fase de grupos daquele Mundial, que inaugurou uma lua de mel entre seleção e torcida. Joachim Low, ex-auxiliar de Klinsmann, assumiu a seleção após o festejado terceiro lugar na Copa de 2006, e a levou ao título de 2014. E Hansi Flick, ex-auxiliar de Low, o sucedeu na Copa de 2022, mas desta vez sem conseguir evitar a segunda eliminação consecutiva na fase de grupos. Depois daquele Mundial, Nagelsmann foi contratado para dirigir a Alemanha, repetindo o papel que lhe coube no Bayern de Munique, em 2021, quando também sucedeu Flick. De forma similar a seu antecessor na seleção, a formação de Nagelsmann como técnico foi feita no Hoffenheim e no RB Leipzig, dois tipos de clube-empresa que – justamente por isso – têm fama de “odiados” por torcedores alemães, mas que, por outro lado, costumam ser mais abertos a experiências e métodos inovadores. Depois da queda para o Paraguai, Nagelsmann sugeriu ter discutido com a federação alemã a necessidade de ajustes, que vão desde a formação de jogadores até aspectos mentais. E disse que quer seguir no cargo para implementá-los. — Seja com Hansi ou no final de Joachim, tentamos coisas novas mantendo uma espinha dorsal intacta, e os resultados foram muito semelhantes aos de agora – refletiu Nagelsmann na entrevista coletiva após a eliminação. — Nós temos alguns problemas em relação ao perfil dos jogadores. Por exemplo, não temos muitos zagueiros canhotos. Além disso, nossa linguagem corporal mostrou que estávamos tensos depois de levar 1 a 0. Tenho pensado em algumas soluções, mas só o futuro vai dizer se elas vão funcionar, e não meu “blá blá blá” agora. Em outra ironia do destino, uma das mudanças mais cobradas hoje na Alemanha é justamente a do treinador: o senso comum no país é de que a estabilidade de Low, que seguiu no cargo por três anos após o fracasso na Copa de 2018, e de Flick, que ficou mais um ano depois de um roteiro similar em 2022, atrapalhou mais do que ajudou nessa busca por soluções. Como ocorre em quedas de qualquer seleção favorita, jornalistas e ex-jogadores alemães já acharam seus bodes expiatórios. Matthaus, campeão do mundo em 1990, disse haver intrigas entre jogadores envolvendo a presença de familiares na Copa, e sugeriu que o elenco estava acomodado. Thomas Müller, campeão em 2014, acusou a arbitragem de "roubar a Alemanha à luz do dia" ao anular um gol do zagueiro Tah na prorrogação. Hummels, outro campeão de 2014, opinou que "alguns jogadores com mais de 30 anos" e com sucessivos fracassos na seleção precisam dar espaço a uma nova geração. Nessa categoria, se enquadram nome como o zagueiro Rüdiger, o meia Goretzka e o volante Kimmich — que Hummels, por sinal, havia pedido que jogasse em sua posição original contra o Paraguai, e não como um terceiro zagueiro pela direita, como Nagelsmann insistiu em escalá-lo na Copa. Melhores momentos de Alemanha x Paraguai Em 2006, o “reset” de Klinsmann mirou alguns desses fatores, como a necessidade de renovar a seleção e de implementar treinos mais intensos. Mas não teria funcionado se a federação alemã, anos antes, já não tivesse começado a reestruturar os campeonatos de base do país, que passaram a garimpar mais atletas e aumentaram o sarrafo na formação. Agora, o relógio está correndo, e nem os alemães sabem se o discurso vai gerar resultado até 2030. — Quando eu era criança, sempre via a seleção fazendo sucesso. Infelizmente, falhamos mais uma vez em gerar esse sentimento — lamentou Kimmich, anteontem.
Nagelsmann demitido: pior sequência na história das Copas faz Alemanha falar em 'grandes mudanças'
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