Friedrich Merz, premiê da Alemanha, escreveu no X que a o país tinha orgulho de seus jogadores. "Que jogo!" O tabloide Bild, o jornal mais popular e espécie de termômetro do humor do país, perguntou a "qual jogo" o primeiro-ministro teria assistido.

A eliminação nos pênaltis para o Paraguai, já na madrugada europeia, fez a Alemanha acordar de ressaca nesta terça-feira (30). Termos como "vexame" e "fiasco" surgiram em inúmeros comentários, mas o tom geral das críticas não versava sobre o tropeço diante de um adversário com evidentes limitações.

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A constatação maior era a de que não existe mais aquela potência mundial, o time que fez Gary Lineker certa vez dizer que futebol é um esporte de 11 contra 11 que, no fim, os alemães vencem. "Alemanha, país do futebol: Foi assim um dia", escreveu o Frankfurt Allgemeine Zeitung.

É a terceira eliminação precoce da seleção alemã em Copas depois da última glória, o título sobre a Argentina na final de 2014. O narrador da ZDF, a emissora pública alemã, mais de uma vez lembrou do Maracanã durante a partida. Há 12 anos, afinal, um gol no segundo tempo da prorrogação de Mario Götze deu o quarto título mundial ao país.Em Boston, o roteiro nem de longe se repetiu. O gol de Jonathan Tah foi anulado pelo VAR no tempo extra, decisão contestada pelos analistas de arbitragem, mas nem por isso usada como atenuante nos comentários. A virada nos descontos contra a Costa do Marfim, na fase de grupos, já era uma memória distante; a festa no Rio, então, uma reminiscência.