A Federação Alemã de Futebol (DFB) anunciou nesta sexta-feira (3) a demissão de Julian Nagelsmann. Mais jovem treinador a dirigir uma seleção em um mata-mata de Copa, Nagelsmann, 38, chegou a pedir para ficar no comando do time logo após a derrota nos pênaltis para o Paraguai, no começo da semana.
Sua demissão, porém, foi cobrada por boa parte dos analistas, ex-campeões mundiais do país e da opinião pública. Em episódio emblemático, o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, foi alvo de uma onda de críticas após ter elogiado o esforço dos jogadores.
Foi a terceira eliminação precoce da Alemanha em Copas. Em 2018 e 2022, últimos Mundiais com 32 seleções, o time perdeu ainda mais cedo, na fase de grupos.
Segundo a DFB, Nagelsmann se reuniu com os cartolas da federação na quinta-feira (2) e levou três horas para concordar com a rescisão, segundo o jornal Bild, que deve provocar baixas também entre os dirigentes. "A decisão não foi nada fácil para mim. A minha prioridade sempre foi o sucesso da equipe. Após uma decepção tão amarga, os jogadores merecem a oportunidade de um novo começo", declarou o técnico.
A rescisão deve custar aos cofres da entidade € 7 milhões (R$ 39,2 milhões).










