Segundo o índice Equaldex, que avalia direitos, leis e opinião pública em todo o mundo, o arquipélago é atualmente o país mais acolhedor da África para a comunidade LGBTQIA+, à frente da África do Sul 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Walter Pires se alonga nos bastidores durante a noite de estreia da peça 'Font Flip is Burning' em Mindelo, em 30 de maio de 2026 — Foto: PATRICK MEINHARDT / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 20:53 Cabo Verde lidera acolhimento LGBTQIA+ na África, diz Equaldex Cabo Verde é considerado o país mais acolhedor da África para a comunidade LGBTQIA+, segundo o índice Equaldex. Em contraste com a repressão em outros países africanos, o arquipélago permite a homossexualidade desde 2004 e proíbe discriminação no trabalho desde 2008. Moradores como Léo e Sindji destacam a segurança e tolerância do país, embora desafios ainda existam. O país também participa da Copa do Mundo, enfrentando a Argentina. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Leonardo acredita ter "muita sorte de ter nascido em Cabo Verde", um refúgio de tolerância na África, onde as leis contra a comunidade LGBTQIA+ estão cada vez mais repressivas. Segundo o índice Equaldex, que avalia direitos, leis e opinião pública em todo o mundo, o arquipélago é atualmente o país mais acolhedor da África para a comunidade LGBTQIA+, à frente da África do Sul. Depois de ser o "queridinho" na primeira fase na Copa do Mundo, o país africano enfrentará a Argentina nesta sexta-feira, com grande expectativa para saber qual time vai avançar para a fase de oitavas. — A maquiagem tem um grande poder, e eu adoro quando transformo as pessoas, ou quando me transformo — diz este maquiador profissional de 29 anos à AFP com um sorriso enquanto dá os retoques finais no visual de uma cantora para um videoclipe. — É uma paixão minha desde pequeno; sempre fui fascinado pela feminilidade. "Léo", como é conhecido, vive em Mindelo, a segunda maior cidade do arquipélago, na ilha cabo-verdiana de São Vicente, onde pode viver livremente sua homossexualidade. Ele reconhece prontamente que tem "muita sorte de ter nascido em Cabo Verde". — Aqui estamos mais seguros do que em muitos outros países — afirma. Leonardo Oliveira posa para um retrato em sua casa em Mindelo, em 25 de maio de 2026 — Foto: PATRICK MEINHARDT / AFP A homossexualidade é legal em Cabo Verde desde 2004 e a discriminação no emprego com base na orientação sexual é proibida desde 2008. Em contraste com Cabo Verde, o Senegal aprovou em março uma lei que dobra as penas para relações homossexuais, de cinco para dez anos de prisão, em meio a uma série de prisões por denúncias de homossexualidade. Mais de 30 países ou territórios africanos têm penas de prisão que podem ser muito severas. Entre as dez ilhas do arquipélago, São Vicente abriga a maior comunidade LGBTQIA+ do país. Paraíso? A prova de que o arquipélago é uma exceção na África reside em uma cena inusitada que ocorreu no final de maio em Mindelo. Durante duas noites, três atores de teatro — Walter, Alessandro e Stephan — apresentaram uma peça para uma plateia de dezenas de pessoas. Stephan Santos (E), Alessandro Monteiro (C) e Walter Pires (D) posam para um retrato no final da noite de estreia da peça "Font Flip is Burning" em Mindelo, em 30 de maio de 2026 — Foto: PATRICK MEINHARDT / AFP A peça retratava as dificuldades, a rejeição homofóbica por parte de algumas famílias e os casos de violência sofridos por três travestis no bairro de Fonte Filipe, em Mindelo, onde vive um grande número de pessoas LGBTQIA+. Além de dançarino e ator, Walter Pires, de 37 anos, é professor de educação física em Santo Antão, uma ilha próxima a São Vicente. Abertamente gay, ele afirma não se sentir discriminado em Santo Antão e que é respeitado por seus alunos. — Hoje vivemos quase no paraíso (em Cabo Verde), as novas gerações são mais abertas e respeitosas, mas isso só aconteceu depois de muito trabalho de conscientização — destaca. — No passado, houve abusos, e muitos dos nossos amigos foram expulsos de casa ou perderam o emprego. Alessandro Monteiro se apresenta na noite de estreia da peça "Font Flip is Burning" em Mindelo, em 30 de maio de 2026 — Foto: PATRICK MEINHARDT / AFP Essa é a situação vivida por Sindji Cawinny, de 29 anos, que é transgênero e se encontrou com a AFP em Mindelo, sua cidade natal. Depois de sofrer preconceito do dono do restaurante onde trabalhava, ela atua por conta própria com eventos e aulas de passarela para concursos de beleza. — Percebi que, se eu for um homem gay que se veste como homem, é mais fácil conseguir um emprego; gostaria de continuar com minha vida transgênero, mas estou resignada — afirma.
'Aqui estamos seguros': Cabo Verde, que pega a Argentina na Copa nesta sexta, é refúgio para a comunidade LGBTQIA+ na África
Segundo o índice Equaldex, que avalia direitos, leis e opinião pública em todo o mundo, o arquipélago é atualmente o país mais acolhedor da África para a comunidade LGBTQIA+, à frente da África do Sul













