Futebol, música e Carnaval são paixões nacionais. Além disso, fala-se a língua portuguesa dos colonizadores, e a maioria da população miscigenada descende dos escravizados, trazidos do continente africano. Esse poderia ser um retrato do Brasil, mas, na verdade é o povo de Cabo Verde, que os brasileiros passaram a conhecer melhor após o sucesso recente do país na Copa do Mundo.
Quem pousa no aeroporto internacional da capital, Praia, na ilha de Santiago, se sente logo em casa. Neste arquipélago com dez ilhas principais isoladas no meio do oceano Atlântico, basta dizer que se vem do Brasil para ser tratado quase como família.
As afinidades culturais e sociais entre os dois países aparecem a cada encontro ao longo da viagem entre suas ilhas. Enquanto o motorista põe para tocar música da cantora cabo-verdiana Cesária Évora (1941-2011) com Marisa Monte, a guia de turismo Nilza Aline Barros diz como ama novelas brasileiras. "Somos nações irmãs", diz ela, que também canta nas horas vagas.
Com cerca de 170 mil habitantes, um terço da população de cerca de 530 mil pessoas do país, Praia concentra no bairro do Platô, no alto de uma colina com vista ao mar, os prédios históricos e ruas exclusivas para passeios de pedestres.















