Oito dias após os terremotos gêmeos que devastaram regiões na Venezuela, o regime do país informou nesta quinta-feira (2) que o número de mortes confirmadas em decorrência dos sismos aumentou para 2.595. Não houve, até a publicação desta reportagem, atualização do número de feridos e de desalojados, que estão contabilizados em mais de 11 mil e 12.841 pessoas, respectivamente.

As informações foram transmitidas pela líder interina do país, Delcy Rodríguez, em entrevista coletiva. Nos demais dias, as informações vinham sendo transmitidas por seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, um nome forte do chavismo.

Na quarta-feira (1º), as autoridades tinham contabilizado 2.295 mortos e mais de 11 mil feridos. O novo levantamento, portanto, registra um acréscimo de 300 mortes confirmadas em um dia.

A líder interina defendeu a atuação do governo após os terremotos e afirmou que as operações de busca e resgate continuam em andamento. Ela rebateu críticas à resposta das autoridades e acusou, sem apresentar provas, "laboratórios midiáticos" de tentar dificultar o trabalho das equipes de emergência.

Segundo Delcy, o sistema nacional de resposta a desastres foi acionado imediatamente após os tremores, com o envio de 4.000 agentes para as áreas afetadas. Ela também afirmou que 189 edifícios desabaram completamente em consequência do terremoto.