O número de mortos nos terremotos que devastaram a Venezuela na quarta-feira (24) dobrou e agora está em 589, disse nesta sexta (26) a líder interina do país, Delcy Rodríguez. Após um longo período sem revisões, o regime divulgou também o novo número de feridos: são agora 2.980, ante 1,520 na quinta (25) à tarde.
O ritmo de atualizações tem sido irregular. Imediatamente após os sismos, por volta das 19h, horário de Brasília, autoridades falaram em 32 mortos. O número só foi revisado na manhã de quinta, para 164 mortos. Na tarde do mesmo dia, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, disse que eram 188 mortos, valor revisado à noite para 235.
A medida que socorristas trabalham nos prédios destruídos, espera-se que a quantidade de vítimas aumente drasticamente. Em comunicado, Delcy disse que o regime está "militarizando" o estado de La Guaira, região costeira que foi a mais atingida pelos sismos, de magnitude 7,2 e 7,5.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manual Albares, disse que três cidadãos espanhóis morreram no desastre natural e outros 99 estão desaparecidos. O serviço geológico dos Estados Unidos (USGS) disse estimar pelo menos 10 mil mortos após os tremores —o número faz parte de uma escala técnica segundo a qual há 42% de chances de que o número total de óbitos fique entre 10 mil e 100 mil.











