O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu aval nesta quinta-feira (2) a um plano energético que concentra esforços no petróleo, vê o gás natural ganhar espaço na matriz e prevê crescimento das emissões de gases do efeito estufa pelo setor de energia.

Ao todo, o plano estima investimentos de R$ 3,5 trilhões até 2035, dos quais R$ 2,8 trilhões (80%) seriam destinados ao petróleo e gás. O valor representa sete vezes o montante projetado para energias renováveis, de R$ 374 bilhões.

Elaborado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e aprovado pelo Ministério de Minas e Energia, o plano prevê crescimento também das renováveis, com destaque para a MMGD (micro e mini geração distribuída), que hoje gera riscos de colapso do sistema elétrico.

A concentração dos investimentos em petróleo reflete o desenvolvimento de reservas do pré-sal. Segundo o plano, o país chegará a 2035 produzindo 4,9 milhões de barris por dia, alta de 22% em relação à produção atual.

A aposta no petróleo é questionada por cientistas e organizações ambientalistas, já que a queima de combustíveis fósseis é apontada como a principal causa da mudança climática. O governo Lula defende que o país precisa explorar as riquezas de seu subsolo.