Estudo desenvolvido na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) mostra que os benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura.
Em experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treino de força induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado.
A descoberta ajuda a entender como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática esteatótica –condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada ao surgimento do diabetes tipo 2."Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, o nosso DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a musculação consegue protegê-lo", relata Leandro Pereira de Moura, professor da FCA (Faculdade de Ciências Aplicadas) da Unicamp e coordenador da pesquisa, em entrevista à Agência Fapesp.
Os resultados do estudo, apoiado pela Fapesp, foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos –como hábitos de vida e condições ambientais– alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código do DNA.








