Trabalho foi publicado na revista científica Radiology 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O supino é um dos exercícios mais conhecidos no mundo da musculação — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 10:31 Estudo aponta que músculos fortes reduzem risco de infarto e morte Um estudo da Universidade de Edimburgo, publicado na Radiology, revela que músculos fortes no peito e costas podem reduzir significativamente o risco de infarto e mortalidade na década seguinte. A pesquisa, utilizando inteligência artificial em exames de imagem, mostra que maior densidade muscular está associada a uma menor chance de problemas cardíacos. Exercícios variados são recomendados para melhorar essa densidade e, consequentemente, a saúde cardíaca. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ter músculos fortes no peito e nas costas vai além dos efeitos positivos já conhecidos. Uma nova pesquisa, liderada pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, indica que ser musculoso nessas regiões do corpo reduz de forma considerável o risco de sofrer um infarto ou morrer na década seguinte. A equipe analisou exames de imagem de 1.722 participantes, a maioria deles com idade média de 50 anos, que relatavam sentir dor no peito. Então, a equipe aplicou inteligência artificial para examinar os músculos, órgãos, ossos e a gordura da parte superior do corpo dos participantes a partir dessas imagens. Como resultado, os pesquisadores constataram que aqueles que apresentavam maior densidade muscular no peito e nas costas apresentaram uma chance menor de sofrer um ataque cardíaco ou morrer na década seguinte ao exame. O achado foi publicado na revista científica Radiology. “É fascinante que a musculatura esquelética das pessoas possa estar ligada ao risco de sofrerem um ataque cardíaco. Os músculos que aparecem nos exames que usamos, a angiotomografia computadorizada coronária, são principalmente os músculos das costas, parte dos músculos peitorais (ou 'peitorais') e os músculos intercostais entre as costelas", afirma a professora Michelle Williams, autora principal do estudo, em nota. Segundo a equipe, músculos mais densos aparecem mais claros em uma imagem de tomografia porque mais feixes de raios-x são refletidos por eles. Uma imagem mais brilhante tende a indicar que a pessoa tem músculos mais fortes e densos, o que também indica uma menor quantidade de gordura. Então, foi possível observar uma certa proporção: para cada aumento de 10 pontos no brilho da imagem, a pessoa tinha 31% menos probabilidade de sofrer um ataque cardíaco. Ela também tinha 39% menos probabilidade de morrer nos 10 anos seguintes ao exame. Ainda, como pontuaram os autores do estudo, eles levaram em consideração fatores já conhecidos que podem aumentar o risco de ataques cardíacos e morte, como idade, sexo e acúmulo de cálcio nas artérias. Além disso, a inteligência artificial conseguiu fazer a "varredura" procurando por pontos brilhantes em menos de um minuto. Outro ponto ressaltado é que a composição muscular importa, não somente a quantidade de músculos. Por isso, os pesquisadores orientam que todos os tipos de exercício, e não apenas a musculação, podem melhorar a densidade muscular. “Por isso, agora tenho interesse pessoal em exercícios como ciclismo, prancha e pilates, que eu gosto e que podem ter um efeito nesses músculos. No entanto, precisamos de muito mais pesquisas para entender melhor como o exercício pode afetar a densidade muscular e como isso pode estar relacionado à saúde do coração”, conclui Williams.