A BlackRock cortou a recomendação para as ações de mercados emergentes de "overweight" para neutra, mas manteve a preferência pela América Latina e, de acordo com o estrategista-chefe da gestora para a região, Axel Christensen, o Brasil tem um papel estratégico.

"A combinação do papel-chave do Brasil em algumas megaforças, como inteligência artificial, transição energética e a reorganização geopolítica global, que abre espaço para economias de porte médio alavancarem suas vantagens, deve manter o Brasil em destaque no radar dos investidores", afirmou Christensen a jornalistas nesta quinta-feira (2) ao comentar o relatório da casa "2026 Midyear Global Outlook".

Ele pontuou que o Brasil, juntamente com outros países da região, é uma fonte muito relevante de minerais críticos necessários não apenas para a IA, mas também para a transição energética. Além disso, acrescentou, o país vem desempenhando um papel fundamental em uma nova configuração geopolítica mundial.

"Estamos observando uma maior fragmentação global e vemos países como o Brasil sendo capazes de aproveitar seu tamanho e sua relevância para garantir não apenas minerais críticos, mas também produtos essenciais, como alimentos e energia. Acreditamos que, sob essa perspectiva, o Brasil também apresenta uma proposta de valor muito concreta."