A UE (União Europeia) deu o primeiro passo para conter o que chama de concorrência desleal de varejistas online como Shein, Temu e AliExpress. Entrou em vigor nessa quarta-feira (1º) a aplicação de uma taxa de 3 euros (R$ 17,86) sobre importações de comércio eletrônico de baixo valor, que anteriormente entravam no bloco isentas de impostos.

A medida é mais um revés para as plataformas que, com produtos ultrabaixos vindos sobretudo da China, vêm obtendo um rápido crescimento no mercado europeu, gerando reclamações da concorrência doméstica e de formuladores de políticas públicas.

As taxas passaram a ser cobradas para cada classificação aduaneira dentro de uma remessa. Isto é, um pacote contendo três tipos diferentes de itens incorrerá em uma cobrança total de 9 euros (R$ 53,59), enquanto um pacote contendo vários itens de um mesmo tipo (como vestidos ou brinquedos) será tarifado em 3 euros.A isenção de tarifas para importações de baixo valor existem há décadas, com o limite atual de 150 euros (R$ 893,20) introduzido em 2008. No entanto, o número de encomendas de comércio eletrônico que entram na UE sob essa isenção disparou nos últimos anos, com um salto de 1,4 bilhão em 2022 para 5,8 bilhões em 2025.