Entidade europeia decide não adotar nova regra da FIFA e orienta árbitros a aplicarem apenas cartão amarelo em casos de conduta antidesportiva 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Almirón fio expuslo na partida entre Paraguai e Turquia, na fase de grupos, por cobrir a boca — Foto: Stu Forster / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 15:01 UEFA rejeita expulsão por cobrir a boca e aplica cartão amarelo A UEFA decidiu não adotar a nova regra da FIFA que prevê expulsão de jogadores por cobrirem a boca ao falar com adversários. A orientação é aplicar apenas cartão amarelo por conduta antidesportiva nas competições organizadas pela entidade. A decisão visa usar bom senso na avaliação dos árbitros, mantendo a possibilidade de investigações disciplinares para casos de ofensas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A UEFA decidiu que não adotará a nova regra da FIFA que prevê expulsão para jogadores que cobrem a boca ao falar com adversários durante confrontos em campo. A orientação foi comunicada nesta quinta-feira às federações filiadas e vale para todas as competições organizadas pela entidade, como Champions League, Liga Europa, Conference League, Eurocopa e Liga das Nações. A mudança promovida pela FIFA — apelidada de Lei Vini Jr — surgiu após insultos racistas proferidos ao jogador brasileiro durante uma partida da Liga dos Campeões. Na ocasião, Vinícius Júnior alegou que Gianluca Prestianni, do Benfica, o ofendeu de forma racista. O jogador estava com a mão sobre a boca no momento das ofensas e foi punido por ofensas homofóbicas por seis partidas — sendo que três desses jogos tiveram a pena suspensa. A partir da Copa do Mundo deste ano, jogadores que escondem a boca ao se dirigir a um adversário em situações consideradas de confronto podem receber cartão vermelho. A UEFA, porém, optou por seguir um caminho diferente. Em vez da expulsão automática, a entidade orientará os árbitros a usarem o bom senso para avaliar cada lance. Segundo a diretriz, o cartão amarelo deve ser aplicado quando o atleta "tentar ocultar a comunicação como um ato de conduta antidesportiva". A entidade também destacou que essa decisão não impede a abertura de investigações disciplinares posteriores. Caso haja suspeita de ofensas racistas, discriminatórias ou qualquer outro comportamento inadequado, os órgãos disciplinares poderão analisar o caso e aplicar punições adicionais. Na Copa do Mundo, dois jogadores já foram expulsos com base na nova regra: o atacante Miguel Almirón, do Paraguai, e o zagueiro Piero Hincapié, do Equador. Ambos receberam cartão vermelho direto por cobrirem a boca ao falar com adversários durante discussões. Pelas regras da FIFA, a expulsão gera suspensão automática de uma partida, mas o Comitê Disciplinar da entidade pode ampliar a punição se considerar necessário. Apesar da mudança, a FIFA esclarece que a regra não proíbe toda conversa com a boca coberta. A infração depende do contexto, e cabe ao árbitro avaliar se a situação configura um confronto. Um exemplo citado foi o do inglês Jude Bellingham, que conversou com Jordan Ayew, de Gana, cobrindo parcialmente a boca, mas não foi advertido porque a interação não foi considerada hostil.
Jogadores não serão expulsos por cobrirem a boca em competições da UEFA
Entidade europeia decide não adotar nova regra da FIFA e orienta árbitros a aplicarem apenas cartão amarelo em casos de conduta antidesportiva











