Entidade máxima do futebol europeu afirmou que decisão prejudica a integridade do esporte Folarin Balogun durante jogo da Copa do Mundo nos EUA — Foto: Phil Noble/Reuters A Uefa, entidade que rege o futebol europeu, criticou duramente a decisão da Fifa de suspender a punição por cartão vermelho imposta ao atacante da seleção dos Estados Unidos Folarin Balogun na Copa do Mundo. A decisão ocorreu depois que o presidente americano, Donald Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo que o caso fosse reavaliado. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Uefa afirmou que a Fifa havia “ultrapassado um limite” e prejudicado a integridade do esporte. “Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão sem precedentes, incompreensível e injustificável”, afirmou a entidade europeia. “Quando a certeza das regras não é mais garantida por seus guardiões, a integridade do esporte fica em risco e a credibilidade de uma competição é prejudicada”, acrescentou a Uefa. Balogun, que marcou três gols pelos EUA no torneio, foi expulso após uma revisão do VAR por pisar na parte de trás da perna do zagueiro Tarik Muharemovic durante a vitória sobre a Bósnia na fase 16 avos de final. Trump pediu a Infantino que revisasse o cartão vermelho de Balogun, o que teria suspendido automaticamente o jogador da partida das oitavas de final contra a Bélgica, na segunda-feira. A Fifa suspendeu a aplicação da punição por um período probatório de um ano, no entanto, sem anular o cartão vermelho. A surpreendente medida colocou o processo disciplinar da Fifa no centro das atenções e provocou uma reação indignada da Federação Real Belga de Futebol (RBFA), que se disse “estarrecida” com a decisão da Fifa.