Acerto foi feito antes de julgamento, previsto para começar em 27 de julho nos EUA. Meta e Snapchat seguem como réus 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tik Tok — Foto: Arquivo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 13:51 TikTok faz acordo com adolescente e evita julgamento por vício em redes sociais O TikTok chegou a um acordo com um adolescente da Flórida que o acusava de causar vício em redes sociais, evitando um julgamento agendado para 27 de julho. O caso é parte de um debate maior sobre a responsabilidade das redes em relação à saúde mental dos usuários. A Meta e o Snapchat ainda enfrentam acusações no caso. O TikTok já havia resolvido um caso similar anteriormente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O TikTok resolveu com um acordo uma ação movida por um adolescente semanas antes de a empresa ter que ir a julgamento, em um importante caso sobre as responsabilidades das redes sociais por danos à saúde mental dos usuários mediante a dependência de seus produtos. Um adolescente de 15 anos que vive na Flórida, identificado apenas pelas iniciais R.K.C., acusou quatro empresas de prejudicarem sua saúde mental. Em 23 de junho, ele havia chegado a um acordo de conciliação com o YouTube. Meta e Snapchat seguem como réus nesse julgamento, previsto para começar em 27 de julho. — Podemos confirmar que foi alcançado um acordo em princípio com o TikTok — informou nesta quarta-feira o escritório Morgan & Morgan, que representa o adolescente, sem especificar os termos. O TikTok também já havia solucionado anteriormente um caso semelhante, o primeiro desse tipo, em janeiro. Esse segundo julgamento, que será realizado em um tribunal de Los Angeles, é considerado outro marco sobre como podem evoluir milhares de ações relacionadas à dependência de redes sociais nos Estados Unidos. O adolescente da Flórida afirma que anos de uso compulsivo de redes sociais contribuíram para graves transtornos psicológicos, como ansiedade, depressão e ideias suicidas, pelos quais ainda está recebendo tratamento. "Essas empresas de redes sociais vêm há anos elaborando estratégias para fisgar crianças desde cedo e maximizar seu uso, por meio de recursos insidiosos como reprodução automática e rolagem infinita, tudo com o objetivo de aumentar seus lucros às custas da saúde mental de nossos jovens", disseram os advogados de defesa em comunicado, após chegar ao acordo com o YouTube. Outros julgamentos Em março, um júri de Los Angeles determinou que a Meta e o Google, empresa-mãe do YouTube, pagassem $ 6 milhões (R$ 31,23 milhões) a outra jovem. O TikTok e o Snap chegaram a um acordo antes do julgamento, sem admitir responsabilidade. Em maio, Meta, Snap, TikTok e YouTube aceitaram pagar cerca de $ 27 milhões (R$ 140,55 milhões) a um distrito escolar de Kentucky para evitar um julgamento. O caso também foi considerado um teste para outras 1.200 ações movidas por distritos escolares em todo o país. Em outro processo, que pode ir a julgamento em agosto em Oakland, mais de 30 estados dos Estados Unidos estão processando a Meta por acusações semelhantes.