0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tela de smartphone com a rede social TikTok — Foto: Pexels O TikTok está finalizando acordos para encerrar três julgamentos futuros em que seu produto de vídeo é acusado de ser viciante e prejudicial a menores. Os advogados dos demandantes, Joseph VanZandt, do escritório Beasley Allen, e Emily Jeffcott, do escritório Morgan & Morgan, confirmaram que o TikTok chegou a um acordo de princípio com seus clientes, sujeito à finalização de um acordo por escrito. Os valores dos acordos são confidenciais, disseram eles em um e-mail. O TikTok não respondeu a um pedido de comentário. Os três casos fazem parte de um amplo litígio contra as maiores empresas de mídia social do mundo, que inclui demandantes individuais alegando danos, bem como distritos escolares e secretarias estaduais de Justiça dos Estados Unidos que fizeram alegações semelhantes. O TikTok já havia resolvido dois casos separados de danos pessoais que estavam agendados para julgamento no Tribunal Superior de Los Angeles no início deste ano. TikTok, Meta, YouTube (Google) e Snapchat (Snap) enfrentam mais de 3 mil queixas individuais de jovens usuários ou suas famílias alegando que seus produtos são viciantes e prejudicaram a saúde mental das crianças. O primeiro desses casos foi a julgamento em fevereiro, e um júri considerou a Meta e o Google responsáveis pelos problemas de saúde mental de uma jovem de 20 anos, concedendo-lhe uma indenização total de US$ 6 milhões (cerca de R$ 35 milhões). A jovem, Kaley Glenn-Mills, afirmou que o uso das plataformas a levou a desenvolver ansiedade, depressão e dismorfia corporal. O Google e a Meta disseram que pretendem recorrer. O TikTok e o Snapchat, que também foram citados como réus nesse caso, fizeram um acordo antes do julgamento. Um segundo julgamento por danos pessoais estava marcado para começar em julho, mas o TikTok, o Snapchat e o YouTube fizeram um acordo com a autora da ação. A Meta iria se defender, mas, numa reviravolta surpreendente, o autor da ação — um rapaz de 15 anos da Flórida — desistiu do caso antes do início do julgamento. YouTube, Snapchat e Meta ainda devem enfrentar os três julgamentos por danos pessoais em outubro. Esses casos são considerados os chamados "pioneiros", pois permitem que cada lado teste a força de seus argumentos e avalie como reivindicações semelhantes poderiam se desenrolar. Os três casos foram movidos por adolescentes, identificadas apenas por suas iniciais. A primeira autora, referida simplesmente como S.J., é uma jovem de 15 anos de Illinois que alega que as plataformas de mídia social a fizeram sofrer de automutilação, ansiedade, depressão, dependência química e transtorno alimentar. P.M.Y., outra autora, também de 15 anos, é de Nova Jersey e alega sofrer de dependência química, depressão e automutilação. A terceira autora da ação, K.D.B., é uma jovem de 18 anos do Mississippi que alega que o uso excessivo das plataformas também causou ansiedade, depressão, dependência, automutilação e transtorno alimentar. Os próximos dois casos envolvendo distritos escolares, agendados para fevereiro na Califórnia, analisarão as alegações feitas pelo Distrito Escolar Unificado de Tucson e pelo Distrito Escolar do Condado de Charleston, de acordo com Michael Weinkowitz, advogado que representa os distritos escolares e que ajudou a liderar a parte do litígio contra o TikTok relacionada às redes sociais. Embora o TikTok tenha resolvido o primeiro caso envolvendo um distrito escolar do Kentucky, Weinkowitz afirmou em um comunicado que "aguardamos ansiosamente a oportunidade para que os jurados e o público vejam as extensas evidências reunidas durante anos de investigação sobre a conduta do TikTok e seu impacto nas escolas".