Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, negou anteriormente o que classificou como rumores sobre qualquer presença de forças sírias entrando no Líbano O Ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad Hassan Al - Shaibani, discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta com o Primeiro-Ministro do Líbano, Nawaf Salam ( não aparece na foto), em Beirute, Líbano, em 2 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Mohamed Azakir O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shibani, afirmou durante uma visita a Beirute nesta quinta-feira que Damasco está aberta a se reunir com o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, "se os interesses assim exigirem", informou a agência estatal de notícias do Líbano. Shibani reuniu-se com líderes libaneses, entre eles o presidente Joseph Aoun e o presidente do Parlamento, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, em sua primeira visita ao Líbano desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou a possibilidade de forças sírias combaterem o Hezbollah em território libanês. O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, já havia negado o que classificou como rumores sobre qualquer presença de forças sírias entrando no Líbano. Os ex-rebeldes e comandantes que hoje governam a Síria combateram o Hezbollah durante anos, enquanto o grupo enviava combatentes ao território sírio para apoiar o ex-presidente Bashar al-Assad. Agora que estão no poder, eles precisam calibrar cuidadosamente alianças e ações militares em seus esforços para manter uma relativa estabilidade na Síria, que ainda se recupera de 14 anos de guerra civil. O gabinete de Aoun informou que Sharaa assegurou ao presidente libanês que a Síria não tomará partido nos assuntos internos do Líbano. O novo governo sírio, liderado por Sharaa, ex-comandante da Al Qaeda, tornou-se aliado dos EUA desde que suas forças derrubaram Assad em 2024 e, em grande parte, manteve-se fora da guerra regional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A guerra entre o Hezbollah e Israel devastou grandes áreas do sul do Líbano. Esforços apoiados por Washington reduziram os combates, mas não chegaram a encerrar o conflito. As forças israelenses realizaram nesta quinta-feira uma grande explosão para demolir várias casas na cidade de Hadatha, no sul do Líbano, informou a agência estatal libanesa NNA. Segundo a NNA, Shibani afirmou que a questão do Hezbollah não foi discutida durante suas reuniões, mas que a Síria está aberta a um encontro com o grupo. Trump afirmou no mês passado que conversou com Sharaa sobre o combate ao Hezbollah, depois de criticar Israel por matar civis demais no Líbano. "Sugeri a Israel que deixasse a Síria cuidar do Hezbollah porque, para ser sincero, acho que eles fariam isso melhor", disse Trump. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam , e o ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad Hassan Al - Shaibani, participam de uma coletiva de imprensa conjunta em Beirute, Líbano, em 2 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Mohamed Azakir Damasco evita ser arrastada para a guerra Desde então, Sharaa declarou que "os rumores sobre a entrada da Síria no Líbano são completamente infundados", segundo a imprensa estatal síria. Shibani afirmou que Líbano e Síria assinaram um acordo criando um comitê de cooperação de alto nível para fortalecer as relações bilaterais. "Trazemos ao Líbano apenas boa vontade e o compromisso de superar o legado doloroso das relações entre os dois países", afirmou durante uma entrevista coletiva. A Reuters informou em março que os EUA haviam incentivado a Síria a considerar o envio de tropas para o leste do Líbano para ajudar a desarmar o Hezbollah, mas Damasco mostrou-se relutante. Posteriormente, o enviado de Trump para a Síria, Tom Barrack, classificou a reportagem como "falsa e imprecisa". Durante décadas, a Síria dominou o Líbano sob o governo da família Assad. O país enviou tropas em 1976, durante a guerra civil libanesa de 1975-1990, e controlou a política libanesa no pós-guerra até retirar suas forças em 2005. Qualquer intervenção síria poderá alimentar tensões sectárias tanto na Síria quanto no Líbano, países que abrigam uma diversidade de comunidades religiosas, incluindo muçulmanos sunitas, muçulmanos xiitas, cristãos e drusos.
Chanceler da Síria diz que país está aberto a se reunir com o Hezbollah
Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, negou anteriormente o que classificou como rumores sobre qualquer presença de forças sírias entrando no Líbano











