Americano tem demonstrado insatisfação com Netanyahu por causa dos ataques israelenses em Beirute, que, segundo ele, poderiam ter colocado em risco seu acordo de paz com o Irã Pessoas seguram bandeiras do Hezbollah durante uma homenagem à retirada de Israel do sul do Líbano em 2000, nos subúrbios do sul de Beirute, Líbano, em 25 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Raghed Waked O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (17) que conversou com o líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, sobre o combate ao Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano, um dia depois de criticar Israel por matar civis em excesso e não concluir sua missão. Questionado durante a cúpula do Grupo dos Sete (G7), em Evian-les-Bains, na França, se havia conversado com Sharaa sobre o Hezbollah, Trump assentiu e respondeu "sim". Perguntado se Sharaa estaria disposto a enfrentar o grupo armado xiita, Trump disse que falaria sobre o assunto mais tarde. A declaração veio depois de Trump criticar a forma como Israel conduz os combates contra o Hezbollah, ao mesmo tempo em que elogiou o presidente sírio, que assumiu o poder no país em 2025 após anos de guerra civil e tem agido com cautela desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no fim de fevereiro. "Considero [o Líbano] a guerra menor; o Irã é a grande guerra, mas temos esse pequeno problema ali que está constantemente reaparecendo, e esse problema é o Hezbollah", disse Trump a jornalistas na terça-feira, à margem da cúpula. Trump tem demonstrado forte apoio a Sharaa, ex-comandante da Al Qaeda que derrubou o autocrata Bashar al-Assad, no poder havia décadas, e que busca se apresentar como um líder moderado empenhado em unificar seu país devastado pela guerra e pôr fim ao seu isolamento internacional. "Ele fez um trabalho incrível ao unir o país. Ele não é um escoteiro, mas fez um trabalho incrível ao unir o país e lida muito bem com o Hezbollah. Não gosta deles", disse Trump na terça-feira. A Reuters informou em março que os Estados Unidos haviam incentivado a Síria a considerar o envio de forças para o leste do Líbano para ajudar a desarmar o Hezbollah, mas que Damasco relutava em embarcar nessa missão por receio de ser arrastada para a guerra no Oriente Médio e de inflamar tensões sectárias na Síria e no Líbano. Sharaa disse no sábado que "os rumores que circulam sobre a entrada da Síria no Líbano são completamente infundados", segundo declarações publicadas pela mídia estatal síria. Nos últimos dias, Trump manifestou insatisfação com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por causa dos ataques israelenses em Beirute, que, segundo ele, poderiam ter colocado em risco seu acordo de paz com o Irã. Na terça-feira, afirmou que Israel vem combatendo a milícia libanesa há tempo demais e matou civis em excesso. "Não é preciso derrubar um prédio de apartamentos toda vez que se está procurando alguém", disse Trump. "Porque há muitas pessoas nesses prédios e nem todas elas são do Hezbollah, isso eu posso garantir." "Sugeri a Israel que deixasse a Síria cuidar do Hezbollah porque, para ser sincero, acho que eles fariam um trabalho melhor."