Disparidade regional e econômica em acesso ao serviço permaneceu no Brasil em 2025, diz instituto Brasileiro ainda não tem acesso totalmente universal à internet em diversas regiões do pais, diz IBGE — Foto: Unsplash O acesso à internet no país ainda contou com disparidades, no ano de 2025. O uso do serviço ainda é maior em regiões urbanas, e nas áreas com maior Produto Interno Bruto (PIB) do país. Além disso, também conta com maiores fatias de uso entre brancos, na comparação com outras raças. Os dados constam do estudo “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Acesso à Internet e à televisão e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal (2025)”. O levantamento foi veiculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, 95% dos lares brasileiros usavam internet, ante 93,7% em 2024. Mas essa parcela, de quase 100%, é uma média para todo país - e difere, a depender da localidade, informam os pesquisadores. Na zona urbana, a fatia de domicílios onde havia uso de internet ficou em 95,8%, no ano passado. Porém, na zona rural, ficou em 88%, também no ano passado. Por grandes regiões, também há diferenças. Nas mais ricas, a proporção de residências com uso de internet ficou mais próxima aos 100%. No Sudeste e no Sul, as fatias foram idênticas, de 95,8% e no Centro-Oeste foi de 95,3%, em 2025. Em contrapartida, no Norte e no Nordeste, foram de 94,1% e de 92,7%, no ano passado. A sofisticação por tipo de conexão também era maior, a depender da região, informaram os pesquisadores. No país, 75,2% dos lares tinham conexão à internet por banda larga fixa e móvel. Entretanto, no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste as fatias de domicílios com essa modalidade foram de 78,9%, de 81,6% e de 80,5%, em 2025 – enquanto que, no Norte e no Nordeste, foram de 69,5% e de 65,3%. O IBGE detectou ainda avanço de dispositivos inteligentes, nos lares brasileiros, como câmeras, caixas de som, ar-condicionado e outros, que podem ser acessados pela internet. A parcela de residências com esse tipo de aparelho ficou em 20,2% em 2025, acima de 2024 (18%) e a maior desde 2022, quando esse dado começou a ser apurado. Entretanto, também nessa categoria a disparidade regional ainda persiste: na zona urbana, a presença desse aparelho foi detectada em 21,2% do total de lares, contra fatia de 11,5% nos domicílios rurais, no ano passado. Os dados sobre presença de aparelhos, com acesso à internet, nas zonas rural e urbana vai ao encontro de outro tipo de informação, também detectado na mesma pesquisa: a de que moradores urbanos tem maior acesso ao serviço de internet do que os residentes rurais. No ano passado, é estimado pelo IBGE que 95% das pessoas com 10 anos ou mais de idade usaram internet no país. Mas, entre moradores da zona urbana, essa parcela foi de 91,5%, contra 90,5% entre residentes da zona rural. Outra disparidade observada, no acesso online, foi encontrada nas respostas relacionadas à raça. No ano passado, 91,3% dos brancos admitiram utilização desse serviço em 2025 – sendo que essa fatia ficou em 90% entre pretos, e em 89,9% entre par