O governo federal fechou um acordo de última hora com a Rumo, para manter a empresa por mais 180 dias à frente da concessão da Malha Oeste, primeira ferrovia concedida à iniciativa privada no país e que teve seu contrato original encerrado na terça-feira (30).
Conforme informações obtidas pela Folha, um termo aditivo teve de ser assinado às pressas, na noite do próprio dia 30, depois de uma série de idas e vindas e bate-cabeças entre o poder público e a empresa a respeito dos termos finais e sua saída do contrato.
Até a véspera do vencimento do contrato, houve troca intensa de dúvidas sobre como dar sustentação jurídica à prorrogação de mais 180 dias e evitar que a malha ficasse sem um responsável jurídico. Era preciso apontar, ainda, de onde sairiam os recursos para custear a manutenção mínima da ferrovia durante os seis meses adicionais.
Neste novo prazo, o governo pretende preparar uma solução definitiva, que prevê a saída da Rumo e a relicitação da malha para um novo interessado.
A União teve tempo para preparar a transição da Malha Oeste. A intenção de devolução da concessão pela Rumo era conhecida havia anos e a relicitação foi a alternativa escolhida desde maio de 2025, quando não houve consenso no TCU (Tribunal de Contas da União) sobre um novo acordo com a concessionária.











