Quando as imagens do caboclo e da cabocla cruzarem os portões do Pavilhão da Lapinha, em Salvador, na madrugada desta quinta (2), homens e mulheres estarão nas ruas para saudar as figuras míticas que representam o povo na guerra pela Independência na Bahia.
Mais do que um simples gesto de devoção, a reverência sumariza um patrimônio cultural de 203 anos, que une fé, identidade e memória em torno do 2 de Julho, a mais popular festa cívica do país.
A Bahia celebra o dia em meio a uma expansão de seu reconhecimento institucional, acadêmico e cultural, em um movimento que pretende projetar a data como um dos marcos centrais da consolidação da Independência do Brasil.
"O Sete de Setembro não dá conta da diversidade de experiências vivenciadas nas províncias. A Independência foi mais complexa, conflituosa e com personagens que ficam soterradas sob o mito do Grito do Ipiranga", aponta o historiador Sérgio Guerra Filho, professor da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
No campo legislativo, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram neste primeiro semestre um projeto de lei do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) que transfere a capital do Brasil para Salvador no dia 2 de julho. O presidente Lula (PT) sancionou a lei nesta quarta-feira (1º).










