Desde o primeiro jogo, esta Copa do Mundo foi descrita não como um evento unificado, mas como três Copas. E não só por causa do ano de tensões de México e Canadá com os Estados Unidos. Cada país escolheu seu próprio mascote e as cidades anfitriãs não fizeram promoções com foco no continente norte-americano.
Nesta quarta-feira (1º), foi comemorado o Dia do Canadá, e a maioria dos leitores provavelmente não sabe desse feriado, que marca a unificação das três colônias britânicas —Canadá, Nova Escócia e New Brunswick— numa só nação, em 1867.
Apesar da proximidade e do mesmo colonizador, o temperamento canadense é outro, mais discreto e com humor autodepreciativo. Se bem que, depois que o presidente do lado de cá passou a chamar o Canadá de 51º estado e abriu uma guerra comercial, despertou mais orgulho patriótico entre os insultados 41 milhões do lado de lá.
A passagem da seleção canadense para as oitavas de final, sua primeira na história das Copas, provocou uma onda de entusiasmo no país conhecido por hóquei, hóquei e mais hóquei. E coincide com uma nova tendência: o futebol agora é o esporte mais popular entre crianças e adolescentes canadenses.
A aproximação da Copa foi vista com alguma desconfiança no país. Moshe Lander, um economista especializado em esportes, declarou que o torneio não passava de um sumidouro, destinado a drenar o orçamento doméstico e que não traria retorno de investimento a Toronto ou a Vancouver. Ele não acredita que turistas viajando para assistir aos jogos da Copa mais cara da história voltam em peso e, de fato, afastam turistas habituais porque o preço de hotéis e outras amenidades dispara.










