PUBLICIDADE Deputada foi retirada por Douglas Ruas (PL) em movimento que retirou cadeiras do PSOL 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renata Souza: deputada está em seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Rio — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 17:53 Justiça do Rio decide que Renata Souza reassuma comissão na Alerj A Justiça do Rio concedeu liminar para que Renata Souza (PSOL) reassuma a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Alerj, após sua retirada por Douglas Ruas (PL) em reorganização política. A decisão foi baseada na falta de indicação formal da liderança partidária. A Alerj afirma seguir o regimento interno. O PSOL havia negociado maior espaço nas comissões em troca de apoio político, mas mudanças recentes alteraram essa dinâmica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma liminar do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) reconduziu a deputada estadual Renata Souza (PSOL) à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ela tinha sido removida do cargo pelo presidente da Casa Douglas Ruas (PL) em um movimento de reorganização das forças políticas dentro do parlamento fluminense após ele ser eleito chefe do legislativo. A informação foi antecipada pela coluna de Lauro Jardim. Após a publicação no Diário Oficial que oficializou a saída de Renata Souza da comissão, a deputada recorreu ao Tribunal de Justiça para permanecer no colegiado. A desembargadora Kátia Maria Amaral Jangutta entendeu que a exclusão da bancada do PSOL ocorreu sem a indicação formal da liderança partidária, exigida pelo Regimento Interno, e comprometeu a representação proporcional das bancadas nas comissões, segundo a coluna de Lauro Jardim. Em nota, a Alerj afirma não foi notificada da decisão judicial. A Assemblia diz ainda que "a Mesa Diretora cumpriu rigorosamente o Regimento Interno da Casa e a norma constitucional quando readequou a composição das comissões, de modo a estabelecer a proporcionalidade em conformidade com a representatividade partidária". As mudanças Em 2024, o PSOL entrou em acordo com o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União) para aumentar o espaço do partido nas comissões da Casa em troca de apoiá-lo na reeleição à presidência. Na época, Bacellar buscava conquistar a reeleição inédita de forma unânime para demonstrar força dentro do parlamento já prevendo uma articulação para sua sonhada eleição indireta ao governo do Rio. No entanto, após a prisão e cassação de Bacellar, Guilherme Delaroli (PL), vice-presidente que respondeu interinamente pela Casa, e, mais tarde, Douglas Ruas (PL), começaram a reorganizar as forças de aliados. Ruas não teve apoio do PSOL e de partidos apoiadores da candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio, antecipando o que deve ser o principal embate de outubro. Após eleito presidente da Alerj, iniciou uma reformulação nas comissões: além de Renata Souza, Dani Monteiro (PSOL) foi retirada da comissão de Direitos Humanos e a legenda perdeu a presidência do colegiado. O mesmo aconteceu com Flávio Serafini (PSOL) na comissão de Servidores.