Você clicou para ler este artigo por vontade própria? Ou isso foi predeterminado pela evolução cósmica das partículas, que se desenrola em uma reação em cadeia ininterrupta desde o Big Bang? Talvez você ache que processos quânticos aleatórios ou a atividade cerebral inconsciente foram os responsáveis? Quer você tenha inclinação para a filosofia ou não, o tema do livre-arbítrio é algo sobre o qual a maioria de nós já refletiu em algum momento.

Pesquisas mostram que as pessoas tendem a acreditar no livre-arbítrio, pelo menos de alguma forma. Uma questão talvez mais importante é se isso realmente importa. Esse é exatamente o dilema que pesquisadores das áreas de psicologia e filosofia experimental vêm tentando resolver nos últimos tempos. O que aconteceria, em última instância, se as pessoas desistissem da ideia do livre-arbítrio?

Pode parecer uma ideia perigosa; algo que poderia resultar em caos e depressão. E, de fato, pesquisas têm constatado em grande parte que quando se manipula as pessoas para que duvidem do livre-arbítrio, coisas ruins acontecem —incluindo um aumento em comportamentos como trapaça e agressão. Isso sugere que, mesmo que o livre-arbítrio não exista, como muitos cientistas e filósofos supõem, talvez seja melhor para nós fingirmos que ele existe. Mas pesquisas mais recentes, realizadas por mim e por outros, sugerem que duvidar da existência do livre-arbítrio pode não ter consequências tão ruins afinal.