PUBLICIDADE Montadora pretende iniciar operações da indústria em 2029 e produzir anualmente 200 mil veículos, entre elétricos, híbridos e a combustão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Anúncio oficial da segunda fábrica da GWM no Brasil, localizada no Espírito Santo, reuniu executivos da marca e autoridades do estado — Foto: Governo do Espírito Santo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 10:53 GWM Anuncia Nova Fábrica no ES com Foco em Veículos Elétricos e Híbridos A montadora chinesa GWM anunciou a abertura de sua segunda fábrica no Brasil, em Aracruz, Espírito Santo, com previsão para 2029. A nova unidade, um projeto greenfield, produzirá anualmente 200 mil veículos, incluindo elétricos e híbridos, e deverá gerar até 10 mil empregos diretos e indiretos. Com investimento de R$ 10 bilhões até 2032, a GWM visa transformar o Brasil em uma plataforma exportadora para a América Latina. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Depois de muita especulação, a chinesa GWM anunciou oficialmente sua segunda fábrica no Brasil. A nova unidade tem previsão de inauguração em 2029 e deve produzir quatro vezes o volume de produção da primeira, localizada em Iracemápolis, São Paulo, e inaugurada em agosto do ano passado. Serão 200 mil veículos ano, e o primeiro modelo a ser montado será o Ora 5, um SUV compacto elétrico, lançamento recente da montadora no país. O anúncio oficial da nova fábrica foi feito no final da tarde ontem, no Espírito Santo, e contou com executivos da GWM e representantes do governo local. A segunda fábrica da GWM será na cidade de Aracruz, em terreno doado pelo governo e localizado às margens da rodovia ES-257, totalizando 1,7 milhão de metros quadrados. Trata-se de um parque indústria, onde já estão instaladas empresas produtoras de celulose. Para o especialista no segmento automotivo, Milad Kalume, da consultoria K. Lume, o anúncio da segunda unidade da GWM no país acirra a disputa das montadoras chinesas pelo consumidor brasileiro. — É uma briga acirrada pelo domínio de território e capacidade de produção — diz o especialista, que avalia que a GWM se posiciona bem sobre as questões da indústria. A montadora, por exemplo, não se beneficiará da renovação das cotas isentas de impostos dos kits de montagem de veículos elétricos (os chamados CKDs e SKDs) importados da China, segundo decisão do governo federal. A empresa produz em Iracemápolis pelo "sistema peça por peça", e já atingiu a produção de 12 mil veículos este ano, informou. A GWM será a primeira montadora de veículos a ter uma unidade naquele estado e o investimento faz parte do pacote de R$ 10 bilhões que a marca pretende fazer no Brasil até 2032. Mais de R$ 4 bilhões já foram usados na compra da unidade de Iracemápolis, que pertencia à Mercedes Benz. A nova unidade é greenfield, ou seja, será erguida do zero. A GWM escolheu o Espírito Santo levando em consideração alguns fatores estratégicos, como a localização próxima aos principais mercados consumidores, e o fato de o estado ter portos importantes, como o de Vitória, o que facilita a logística tanto para recebimento de insumos e exportação de veículos. Além de atender o mercado brasileiro, a unidade de Aracruz deverá abastecer países como Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai, dentro da estratégia da GWM de fazer do Brasil uma plataforma exportadora para a região. O mercado de carros eletrificados, liderado pelos chineses, continua crescendo em ritmo forte no Brasil. Dados compilados pela consultoria Bright Consulting mostram que os veículos eletrificados somaram 53.673 unidades vendidas em junho passado, equivalente a 20,7% do mercado total, novo patamar recorde, acima dos 51.103 de maio e dos 20.825 de junho de 2025. No acumulado do 1º semestre, o segmento já totaliza 241.769 unidades vendidas, contra 111.439 em 2025, avanço de aproximadamente 117%. A participação das marcas chinesas atingiu 19,7% do total em junho, novo recorde e alta relevante frente aos 18,1% de maio. Até 3,5 mil vagas A fábrica deverá produzir veículos híbridos, elétricos e a combustão em uma mesma plataforma industrial. A expectativa é que sejam gerados até 10 mil empregos diretos e indiretos quando estiver em pleno funcionamento. Durante a construção da unidade, entre 1,5 mil e 3,5 mil postos de trabalho devem ser abertos. Para ter mão de obra treinada para uma fábrica altamente tecnológica, a GWM pretende formar os profissionais. O diretor de Assuntos Institucionais da GWM, Ricardo Bastos, afirmou, durante o anúncio, que a formação de profissionais será um dos focos da companhia no Espírito Santo. “Por se tratar de uma operação industrial automotiva moderna e pronta para diferentes tecnologias, esperamos desenvolver oportunidades em diferentes níveis de qualificação. Isso inclui profissionais operacionais para atividades produtivas, técnicos especializados para processos industriais de maior complexidade e engenheiros que poderão apoiar tanto atividades ligadas à manufatura quanto ao desenvolvimento e adaptação de produtos para atender às necessidades do mercado", declarou Bastos em nota da montadora. A GWM, ao lado da BYD, foi uma das primeiras chinesas a iniciar produção local. Da unidade de Iracemápolis, saem veículos da família híbrida Haval H6 e os modelos a diesel Haval H9 e a picape Poer P30. Até agora, pelo menos oito montadoras anunciaram produção de veículos no Brasil, o sexto maior mercado automotivo do mundo, com mais de 2 milhões de unidades vendidas por ano.