Nova legislação permite que princesas permaneçam na família após o casamento e abre caminho para adoção de descendentes de antigos ramos imperiais, mas mantém proibição de mulheres no trono 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Primeira imagem publicada pela família imperial japonesa em sua conta oficial no Instagram, que estreou em 2024 — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 22:13 Japão Aprova Lei para Manter Princesas na Família Imperial Após Casamento O Japão sancionou uma nova lei para revisar a composição da família imperial. A legislação permite que princesas mantenham seu status após o casamento e possibilita a adoção de descendentes de antigos ramos imperiais. Contudo, a sucessão ao trono permanece restrita a homens. As mudanças visam garantir a continuidade da monarquia, que atualmente conta com apenas três herdeiros masculinos elegíveis. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do Japão aprovou nesta terça-feira (30) uma revisão da Lei da Casa Imperial com o objetivo de garantir a continuidade e ampliar o número de integrantes da família imperial japonesa. A nova legislação foi sancionada após o Parlamento japonês aprovar o projeto no último dia 10, segundo informações da emissora pública japonesa NHK. Apesar das mudanças, a sucessão ao Trono do Crisântemo continua restrita aos homens da linhagem masculina, mantendo a proibição para que mulheres assumam o trono. A principal alteração determina que as mulheres da família imperial poderão permanecer como integrantes da Casa Imperial mesmo após se casarem com pessoas de fora da nobreza. Pela legislação atual, elas perdem automaticamente o status imperial ao se casarem. O projeto estabelece ainda uma regra de transição. As mulheres que fizerem parte da família imperial quando a lei entrar em vigor poderão optar por deixar a Casa Imperial após o casamento, caso desejem. Outra mudança importante permite a adoção de descendentes homens da linhagem masculina pertencentes aos 11 antigos ramos da família imperial que perderam esse status em 1947, após reformas promovidas no período pós-Segunda Guerra Mundial. Naruhito, imperador do Japão, e o rei Charles III em banquete de Estado no Palácio de Buckingham — Foto: Jordan Pettitt/AFP Segundo o texto, os adotados deverão ter pelo menos 15 anos, ser solteiros e não ter filhos. Eles próprios não poderão herdar o trono, mas seus descendentes homens passarão a integrar a linha sucessória. Atualmente, a família imperial japonesa é composta pelo imperador Naruhito e outros 15 integrantes. Pelas regras que estavam em vigor, apenas três homens são elegíveis para suceder ao trono, o que alimenta há anos o debate sobre a necessidade de mudanças para garantir a continuidade da monarquia. A nova lei também determina que as regras sejam reavaliadas, se necessário, a cada 30 anos, permitindo novas adaptações diante da evolução da composição da família imperial. Imperador do Japão, Naruhito, durante seu tradicional discurso de Ano Novo — Foto: PHILIP FONG / AFP