A nação se tornou uma república em 1960, quando se livrou do domínio da Bélgica, que a mantinha como colônia desde 1908 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Seleção congolesa celebra os 66 anos da independência da República Democrática do Congo — Foto: Reprodução/Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 19:12 Jogadores do Congo celebram independência e protestam antes de mata-mata na Copa do Mundo Na véspera de seu primeiro mata-mata em Copas do Mundo, os jogadores da República Democrática do Congo celebram 66 anos de independência do país, conquistada em 1960 após 52 anos de domínio belga. Yoane Wissa e outros atletas manifestaram-se nas redes sociais, relembrando o discurso de Patrice Lumumba e reforçando a identidade e orgulho nacional. A seleção congolesa também usa sua visibilidade para protestar contra a violência e pobreza em seu país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO "Peço que façam deste 30 de junho de 1960, uma data memorável", escreveu Yoane Wissa, jogador da República Democrática do Congo, em seu Instagram. A postagem cita um discurso do primeiro líder da República Democrática do Congo, Patrice Lumumba, sobre a conquista da independência do país. Nesta terça-feira, a nação comemora 66 anos do fim da sua era colonial, que durou 75 anos e teve tutela da Bélgica por 52, de 1908 a 1960; antes o território era de propriedade Rei Leopoldo II. Assim como o atacante, outros jogadores da seleção congolesa celebraram a data em suas redes sociais. As manifestações ocorrem um dia antes de outro marco relevante para o time: amanhã a equipe disputa o seu primeiro mata-mata de Copas do Mundo, no confronto contra a Inglaterra, válido pela segunda fase, às 13h (de Brasília), em Atlanta. "A todos vocês, meus amigos que lutaram incansavelmente ao nosso lado, peço que façam deste 30 de junho de 1960 uma data memorável, que vocês guardarão para sempre gravada em seus corações -uma data cujo significado ensinarão com orgulho aos seus filhos, para que eles, por sua vez, possam compartilhar a gloriosa história de nossa luta pela liberdade com seus filhos e netos" publicou Wissa, relembrando a fala notória de Lumumba. O jogador complementou o post desejando "Feliz Dia da Independência a todos". E, na sequência, ele citou o lema "Identidade, força e orgulho". Patrice assumiu o cargo do primeiro-ministro da RD Congo assim que a independência do país foi declarada, há exatos 66 anos. Ele foi um dos revolucionários que lutaram para que a nação conquistasse a sua autonomia e se desvinculasse do domínio belga. A proclamação da República aconteceu após um período sangrento, marcado por divergências entre o líder e o presidente Joseph Kasavubu, com quem ele dividia o comando do território. A situação foi agravada pelo rebelde Moise Tshombe, que resolveu tornar a região congolesa de Katanga independente. Com isso, a Bélgica, a ONU e a União Soviética interviram para controlar os conflitos sangrentos até que a liberdade nacional fosse proclamada e Lumumba assumisse o comando do país. Entretanto, a guerra civil permaneceu e três meses após a independência de RD Congo, Joseph Mobutu, líder do Exército congolês, tomou o poder à força. Com isso, Patrice foi preso e assassinado. Apesar da sua morte ter mais de seis décadas, o líder continua sendo um dos símbolos da luta pela liberdade no país, que sofreu com décadas de ditaduras e ainda enfrenta diversos conflitos internos e muitas mortes por questões políticas. A denúncia dessas questões tem ganhado apoio dos jogadores da seleção congolesa. Os atletas se posicionam publicamente acerca da violência do país com frequência e até adotaram uma comemoração para gols que é um protesto contra a pobreza, a falta de combate e visibilidade da batalha contra as problemáticas. No ato, eles colocam dois dedos de uma mão na cabeça e a outra tampando a boca. Jogador congolês fazendo gesto que simboliza a luta contra a violência e a falta de repercussão da mídia sobre os conflitos e a pobreza que assolam o país — Foto: Reprodução/Instagram Assim como Yoane, Arthur Masuaku também celebrou a data nas redes sociais. "Continue falando sobre e apoiando Congo" é a frase estampada em uma arte compartilhada pelo lateral nas redes sociais. Ele republicou ainda uma outra postagem de uma página cultural congolesa com o texto: "Independência é mais do que uma data, é a lembrança da força, orgulho e resiliência do povo congolês. A República Democrática do Congo carrega uma história poderosa, uma cultura rica e um espírito que continua a inspirar gerações de africanos locais e diaspóricos. Hoje nós celebramos a beleza de uma nação que se mantém forte, busca avançar e continua a brilhar". Já o zagueiro Chancel Mbemba repostou uma publicação do Instagram da seleção congolesa que agradece o carinho que a equipe vem recebendo ao longo do Mundial. "Durante a realização da Copa do Mundo de Futebol, a Federação Congolesa de Futebol deseja a toda a população congolesa um feliz Dia da Independência e agradece pelo apoio incondicional aos 'Leopardos' da RDC, que disputam o torneio", escreveu a federação.
Na véspera de seu primeiro mata-mata em Copas, jogadores da RD Congo celebram 66 anos de independência do país
A nação se tornou uma república em 1960, quando se livrou do domínio da Bélgica, que a mantinha como colônia desde 1908










