Atacante do Newcastle começou como goleiro, destacou-se na Premier League e marcou contra Portugal no retorno da seleção congolesa ao Mundial depois de 52 anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Yoane Wissa foi autor do gol de empate da RD Congo — Foto: RONALDO SCHEMIDT/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 15:03 Yoane Wissa faz história com gol inédito do Congo em Copas do Mundo Yoane Wissa, atacante do Newcastle, fez história ao marcar o primeiro gol do Congo em Copas do Mundo, empatando contra Portugal no Grupo K. Aos 16 anos, Wissa pediu vaga na seleção congolesa via Facebook. Nascido na França, ele começou como goleiro, destacou-se na Premier League pelo Brentford e agora brilha na seleção congolesa. Além de acessível e humilde, Wissa é conhecido por sua determinação e trabalho árduo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Aos 16 anos, quando ainda integrava as categorias de base do Châteauroux, na França, Yoane Wissa decidiu apresentar-se à seleção da República Democrática do Congo de uma maneira pouco convencional. Escreveu uma espécie de carta de apresentação e a enviou pelo Facebook à federação do país de sua família, na esperança de receber uma oportunidade. Treze anos depois, o atacante não apenas chegou à Copa do Mundo como se tornou o autor do primeiro gol da história congolesa na competição. Wissa marcou o gol de empate da República Democrática do Congo contra Portugal, nesta quarta-feira, em Houston, pela primeira rodada do Grupo K. O feito encerrou uma espera que atravessou mais de meio século. Em sua única participação anterior, em 1974, o país ainda competia com o nome de Zaire, perdeu as três partidas e deixou o torneio sem balançar a rede. Nascido na França e filho de congoleses, Wissa, de 29 anos, teve uma trajetória distante das linhas retas normalmente percorridas pelos grandes atacantes. Começou a jogar futebol como goleiro, aos sete anos, passou pelo meio-campo e só depois foi deslocado para posições mais ofensivas. Também praticou rúgbi antes de decidir, por volta dos 15 anos, concentrar-se exclusivamente no futebol. Revelado pelo Châteauroux, iniciou a carreira profissional no clube e passou por Angers, Laval e Ajaccio antes de se firmar no Lorient. Foi campeão da segunda divisão francesa na temporada 2019/20 e, em 2021, transferiu-se para o Brentford, onde construiu sua reputação no futebol inglês. De cabeça, Wissa deixou tudo igual no placar contra Portugal — Foto: RONALDO SCHEMIDT/AFP Rápido, forte e capaz de atuar tanto pelos lados quanto centralizado, Wissa tornou-se uma das principais armas ofensivas do Brentford. Em sua última temporada pelo clube, marcou 19 gols na Premier League e formou com Bryan Mbeumo uma das duplas mais produtivas do campeonato. Também se tornou o primeiro jogador da República Democrática do Congo a superar a marca de dez gols em uma mesma edição da liga inglesa. O desempenho levou o Newcastle a contratá-lo em setembro de 2025. A primeira temporada, porém, foi prejudicada por uma lesão no joelho sofrida enquanto defendia a seleção, que adiou sua estreia pelo novo clube e impediu que repetisse imediatamente o nível alcançado no Brentford. Pela seleção congolesa, Wissa estreou em 2020 e ganhou protagonismo na campanha da Copa Africana de Nações de 2023, disputada no início de 2024. Marcou dois gols, auxiliou a equipe a chegar às semifinais e foi incluído na seleção ideal do torneio. Versátil, costuma jogar como ponta-esquerda, segundo atacante ou centroavante, combinando velocidade para atacar os espaços, força física e intensidade na pressão sobre a saída adversária. Fora de campo, é descrito como acessível, humilde e próximo dos torcedores. No Congo, recebeu o apelido carinhoso de Kovo, “o Careca”. A imagem combina com a maneira direta como costuma falar sobre a própria carreira. — A verdade é que não sou o cara mais talentoso. O que me faz avançar é que adoro trabalhar duro. E acho que não estou indo tão mal — afirmou certa vez. Diante de Portugal, ele foi bem além. O garoto que um dia precisou recorrer ao Facebook para pedir uma oportunidade tornou-se o primeiro jogador a marcar pelo Congo em uma Copa do Mundo.